Henrique Arantes que disciplinar regras para denominação de próprios públicos
Tramita na Assembleia Legislativa de Goiás projeto de que estabelece novas regras para denominação de próprios públicos no Estado de Goiás, revogando quatro legislações anteriores sobre o assunto. Caso se transforme em lei ficará proibido dar aos próprios públicos estaduais nomes de pessoas vivas.
De autoria do deputado Henrique Arantes (MDB), a propositura tramita com o número 1364/2020 e passará pela análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, comissão de mérito e Plenário da Casa.
De acordo com o texto da matéria, ficam revogadas as seguintes leis: nº 6.595 de 12 de junho de 1967; nº 13.468 de 27 de julho de 1999; nº 7.308 de 07 de maio de 1971 e nº 19.766 de 18 julho de 2017.
Qualquer pessoa, já falecida, poderá ser homenageado. No caso de concessão de homenagem de que trata essa lei é obrigatória a juntada: atestado de óbito e perfil biográfico do homenageado.
Também segundo a redação do projeto, fica proibido dar nome aos próprios públicos estaduais que já tenham recebido denominação, inclusive entidades que recebam, a qualquer título, subvenção ou auxílio oriundos de recursos públicos. A homenagem poderá ser cassada somente no caso de quando vier à tona ou for noticiado fato que venha a desabonar o merecimento da pessoa homenageada. A cassação da homenagem deverá seguir o mesmo rito da aprovação da homenagem. E, ainda, fica proibido dar o mesmo nome a próprios públicos semelhantes no mesmo município.
Henrique Arantes esclarece que, com este projeto, busca atualizar e normatizar de forma razoável a aplicação sobre esse tema que, constantemente debatido no Plenário desta Casa, merece uma atenção especial por tratar-se de norma que figura como uma das prerrogativas desse poder.
“Assim, buscando o consenso, esta propositura busca, sobretudo, a compilação de quatro leis que dispõem sobre o mesmo tema com algumas nuances. Por entender que o tema necessita de ser melhor debatido e entendo que essa matéria deva ser aprovada por esse Partamento", conclui o parlamentar.