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Parlamentares criticam politização do coronavírus

08 de Abril de 2020 às 17:36

Durante a Comissão Mista desta quarta-feira, 8, o tema coronavírus tomou conta das discussões entre os parlamentares. O deputado Paulo Cezar Martins (MDB) disse que nesse momento de pandemia todos devem fazer reflexões. Ele destacou que em tempos de calamidade pública, é importante fiscalizar para que as pessoas não transformem esse momento em uma situação política. Segundo ele, a Casa Legislativa precisa observar e fazer um papel fiscalizador para coibir esse tipo de conduta.  

“O governador Ronaldo Caiado (DEM) está fazendo sua parte, o secretário de Saúde, Ismael Alexandrino, também está cumprindo seu dever, assim como a comunidade. E nós precisamos também enfrentar esse momento com muita oração, mas sem deixar de encarar o que está acontecendo. Até porque o povo precisa trabalhar e comer. Por isso, vamos sem arrogância e muita sabedoria e vamos pensar no coletivo”, pontua. 

Já o deputado Antônio Gomide (PT) reforçou que o isolamento social é fundamental e disse que a população deve adotar o que determina a Organização Mundial de Saúde (OMS), para sofrer menos do que em outros países, como tem sido visto. “Aprender lições e aceitar o conhecimento é uma virtude de gestor. E é por isso que nós, enquanto parlamentares, precisamos estar ao lado da ciência e daquilo que foi preconizado para salvar vidas. Não existe economia se nós não tivermos a defesa da vida em primeiro lugar”, ressaltou.

O deputado disse ainda ser favorável aos projetos que reconhecem estado de calamidade pública nos municípios. Porém, destacou que era preciso ter cautela ao aprovar um projeto de lei em que obriga o município fazer o repasse ao estado caso o paciente seja atendido em Goiânia.

O deputado Talles Barreto (PSDB) também falou, na Comissão Mista, e fez menção aos servidores públicos. “Foi Ronaldo Caiado que propôs reduzir a máquina pública, enxugar o Estado. Foi ele que criou várias secretarias e, por isso, o primeiro passo que ele deveria fazer é reduzir o quadro que ele tem no Estado. Nós queremos um governador que entenda também de economia e que entenda que toda dificuldade nesse sentido que o Estado vai enfrentar”, afirmou.

Já Gustavo Sebba (PSDB) criticou a atitude de Ronaldo Caiado em convidar o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, para ocupar secretaria em Goiás. "Isso é um tapa na cara da equipe dele que está fazendo um bom trabalho. Populismo barato, tentando se aproveitar da popularidade do ministro e desmerecendo o excelente trabalho do seu secretário. O governador tá se perdendo nessa crise. No momento que está faltando comida na mesa de muita gente, o governador fala em gastar 600 mil reais com frutos do mar pra ele e seus convidados. Fico feliz de ter sido cancelado, mas a gente sabe que isso só aconteceu porque se tornou público".

Agência Assembleia de Notícias
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