Diego Sorgatto cria programa de combate aos jogos eletrônicos que incentivem práticas nocivas às crianças e jovens
O Brasil ocupa o oitavo lugar entre os países com maior índice de suicídio no mundo. A causa é considerada um problema de saúde pública e preocupa o Parlamento goiano. Diante dos altos índices apontados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o deputado Diego Sorgatto (DEM), apresentou o projeto nº 2034/20, para criação do programa de prevenção e combate a jogos eletrônicos que incentive, induza ou instigue a prática de automutilação ou suicídio em crianças, adolescentes e jovens.
O texto destaca a intensificação do programa durante o mês de setembro, na campanha nacional do “setembro amarelo contra o suicídio” e proíbe a criação, desenvolvimento, teste, apresentação, comercialização e distribuição de jogos eletrônicos, provedores e aplicativos que divulguem imagens, vídeos, áudios e outras formas de apologia ao suicídio ou automutilação.
De acordo com a propositura, a divulgação e implementação do programa, será aplicada inicialmente, em escolas da rede pública e privado do estado. “A iniciativa prevê palestras, oficinas de grupos e seminários a alunos e pais, bem como o atendimento psicológico personalizado a interessados”, ressalta o texto.
De acordo com a proposta, um grupo de trabalho será criado para desenvolver o programa e capacitar profissionais especializados para execução de ações conjuntas para alertar a população sobre o perigo dos jogos. “O programa será implementado através de convênios e parceiras entre as secretarias estaduais da Educação, Segurança Pública e Saúde e entidades representativas das unidades de ensino privado”, determina o projeto.
Em sua justificativa, Diego Sorgatto cita o desafio Blue Whale (Baleia Azul), que levou jovens e adolescentes do mundo inteiro a praticarem atos contra a própria vida. “As vítimas levam a sério os desafios propostos e, geralmente estão na idade entre 12 a 16 anos, recebendo um convite inocente para um jogo desafiador, por meio de redes sociais, que mesmo sabendo do perigo, se permitem envolver nas etapas ameaçadoras e provocantes. Os adolescentes e pré-adolescentes estão em uma fase em que ainda não percebem as consequências de seus atos e, esses jogos atraem não só aqueles em situação vulnerável, mas também outros, pela sedução da emoção que os desafios oferecem”, diz o texto.
A matéria está sob custódia da secretaria de Apoio Legislativo e deve ser apreciada pelos integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) nas próximas semanas.