Virmondes Cruvinel sugere uso de tecnologias para informar familiares de pacientes acometidos pela covid-19
A criação de procedimento virtual de informações e acolhimento dos familiares de pessoas internadas por covid-19, em hospitais públicos, privados ou de campanha em Goiás, é proposta pelo deputado Virmondes Cruvinel (Cidadania), protocolada sob o nº 2296/20.
O parlamentar defende o uso das tecnologias disponíveis, em virtude do isolamento imposto, a fim de conter a propagação do novo coronavírus, como importante ferramenta para garantir aos familiares dos pacientes informação de forma segura, e ainda para auxiliar a comunicação entre médicos e pacientes, e entre os próprios profissionais, para envio de dados ou tirar dúvidas com colegas.
Virmondes ressalta a importância das ferramentas tecnológicas nesse momento, como aliadas para minimizar a angústia de pacientes e familiares, com acesso à informação de forma segura, “porque quando se trata de situações de crise, devemos considerar o enorme potencial de sofrimento dos diversos personagens envolvidos, desde pacientes e familiares até profissionais e líderes do sistema de saúde, e pautar a comunicação com vistas a prevenir e antecipar eventos, além de reduzir danos dos eventos já instalados”, assinala.
“Devemos ter uma atenção especial sobre o sofrimento humano relacionado a esta pandemia, pois a angústia de não ter informações sobre o estado de saúde tem consumido familiares daqueles que estão em leitos de hospitais por coronavírus, onde se sabe que não é possível nenhuma visita presencial ao paciente”, reitera Cruvinel. O deputado salienta o fato de que, com tecnologia disponível, não é necessário manter as pessoas sem nenhum tipo de informação daquele paciente e também não há razão para manter pessoas isoladas de contatos.
Conforme lembra Virmondes, o Conselho Federal de Medicina já reconhece o whatsapp como uma ferramenta de comunicação, em parecer nº 14/2017 sobre o uso dessa ferramenta: "O whatsapp e plataformas similares podem ser usados para comunicação entre médicos e seus pacientes, bem como entre médicos e médicos em caráter privativo para enviar dados ou tirar dúvidas com colegas, bem como em grupos fechados de especialistas ou do corpo clínico de uma instituição ou cátedra, com a ressalva de que todas as informações passadas tEm absoluto caráter confidencial e não podem extrapolar os limites do próprio grupo, nem tampouco podem circular em grupos recreativos, mesmo que composto apenas por médicos, ressaltando a vedação explícita em substituir as consultas presenciais e aquelas para complementação diagnóstica ou evolutiva a critério do médico por quaisquer das plataformas existentes ou que venham a existir", esclarece.
“O presente projeto de lei busca também acrescentar não só o whatsapp como meio de comunicação, mas por outros meios eletrônicos, desde que as informações cheguem aos familiares de forma correta e atualizada, sempre bem resumida diariamente”, acentua o legislador.
A matéria tramita no Legislativo goiano, recebida pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Casa, e teve designada como relatora a deputada Lêda Borges (PSDB).