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Coronel Adailton promete empenho para minimizar situação dos operadores de turismo da região de Terra Ronca

19 de Maio de 2020 às 12:25

Dando continuidade ao trabalho da Comissão de Turismo, da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), mesmo nesse período de pandemia, o presidente da comissão, Coronel Adailton (Progressistas) tem discutido a situação da região turística chamada Águas e Cavernas do Cerrado, localizada no Norte-Nordeste do estado. Fazem parte da região, municípios como Mambaí, Posse, Simolândia, Campos Belos, Buritinópolis, Sítio D’Abadia e Guarani.

Na última semana, por exemplo, o presidente do colegiado participou de diversas reuniões remotas para discutir a situação do turismo em Goiás. Entre elas, um encontro, via Skype, na sexta-feira, 15, com o presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral; o coordenador do escritório do Sebrae em Posse, Cléber Chagas; o presidente do Fórum de Turismo da Região de Águas e Cavernas do Cerrado, Bruno Queiroz; além de representantes de conselhos de turismo dos municípios da região, empresários e guias de turismo.

A reunião foi para ouvir as demandas dos operadores de turismo da região, atividade que em todo o mundo foi fortemente impactada pela pandemia da covid 19. O Parque de Terra Ronca é uma das principais atrações do nordeste do estado e está fechado desde meados de março, o que esvaziou as pousadas e o comércio, e deixou desamparadas centenas de pessoas que dependem da atividade.

O presidente da Goiás Turismo começou explicando que havia um planejamento robusto para a região em 2020, com eventos como um festival gastronômico e um grande evento internacional de aventura, mas que com a queda de arrecadação e os crescentes gastos para o combate à pandemia, tudo teve que ser suspenso. Também revelou que a pasta tinha conseguido mais de R$ 81 milhões, em emendas da bancada federal para investimentos no turismo em todo o estado, mas que os recursos foram contigenciados pelo governo federal e que ele não tem esperanças de que sejam liberados. Além disso, havia mais de R$ 4 milhões de emenda impositivas, mas parte desse recurso também foi para a saúde e só sobraram para o setor, R$ 1, 75 milhão. Segundo ele, apesar de pouco, o dinheiro está disponível para atender o turismo, mas para isso, os projetos precisam ser bem elaborados. E para facilitar a tramitação e evitar rejeições já no governo, daqui pra frente todos os projetos devem ser feitos com a assessoria do Sebrae.

Os operadores do turismo fizeram diversas reivindicações para agora e para o pós-pandemia, como a gestão junto a outros órgãos, como a GoiásFomento para a liberação de linhas de crédito para os empresários e à Goinfra e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), para sinalização das rodovias que levam ao Parque de Terra Ronca, auxílio para os guias de turismo, que na sua maioria, não tem carteira assinada e ainda a elaboração de um projeto de marketing digital para divulgação da região nas redes sociais.

O presidente da Comissão de Turismo colocou o seu mandato e a estrutura da comissão à disposição para auxiliar no sentido de minimizar os prejuízos dos empresários e de toda a cadeia do setor. E, lembrou que tem estado sempre com o presidente da Goiás Turismo para buscar soluções. “Vamos ao governador Ronaldo Caiado e onde mais for preciso. E queremos as sugestões, as dicas de vocês de como enfrentar juntos essa situação”, disse ele.

A empresária Júlia Chaves, que também é fiscal ambiental em São Domingos, aproveitou a reunião para fazer uma grave denúncia. Segundo ela, os madeireiros estão fazendo extração ilegal no Parque de Terra Ronca e pediu ajuda para combater o problema. O presidente da Comissão, Coronel Adailton, se comprometeu a acionar o comando da Polícia Militar, solicitando a intensificação a atuação do Batalhão Ambiental na região. Fabrício Amaral também prometeu levar a denúncia à Secretaria de Meio Ambiente, ao Governo do Estado e também fazê-la chegar ao governo federal.

Por fim, o deputado reforçou que está trabalhando em parceria com a Goiás Turismo para “tirar as coisas do papel”. E que quer a colaboração de todos para a elaboração de um plano de retorno gradual das atividades. “A gente precisa voltar paulatinamente. Nós vamos ao governador, convencê-lo, de que com toda segurança à saúde, no momento certo, nós precisamos retomar as atividades turísticas”, disse o deputado.

Agência Assembleia de Notícias
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