Eduardo Prado quer criar CPI para investigar transporte coletivo de Goiânia
Deputado Delegado Eduardo Prado (sem partido) que instaurar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a fim de investigar possíveis irregularidades nos contratos de concessão do serviço de transporte coletivo de Goiânia e Região Metropolitana, além de sua execução, e ainda, a situação contábil e financeira das empresas. O requerimento nº 42/2020 foi apresentado durante sessão ordinária remota desta terça-feira, 20. Imediatamente, os deputados Jeferson Rodrigues (Republicanos), Tales Barreto (PSDB), Adriana Accorsi (PT) manifestaram interesse em assinar a CPI e participarem das investigações. O deputado colocou o requerimento à disposição de todos parlamentares para que o assinem, porque é necessário, no mínimo, um terço de assinaturas para sua instalação.
Conforme explicou o parlamentar, o objetivo é avaliar se dispõem de condições para investir e oferecer melhorias aos usuários e disponibilizar integralmente sua frota de ônibus durante o período em que vigorar a situação de emergência na saúde pública, decretada no estado de Goiás, em razão da disseminação do novo coronavírus (covid-19). De acordo com Prado, “desde o início da vigência do já referido decreto as empresas concessionárias vêm alegando diminuição do número de passageiros e, com isso, têm reduzido drasticamente o número de ônibus em circulação”, pontua Prado.
O deputado prossegue ao assinalar o fato de ser “visível que a frota de ônibus da Região Metropolitana é insuficiente para oferecer um transporte de qualidade”, acentua. “Em razão disso, com a redução do número de passageiros, a frota também é reduzida, a prestação do serviço continua ruim, com uma agravante: aglomerações nos terminais e longo tempo de espera em um período em que se impõe o distanciamento social”, enuncia o parlamentar.
“É importante considerar que a realidade vivida é de exposição dos usuários do transporte ao contágio, ensejando a disseminação do vírus que produz uma doença potencialmente letal”, reage Prado. Dessa forma, “a criação da CPI requerida é indispensável de forma a se verificar eventual solução de continuidade no equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, e buscar restaurar a regularidade, continuidade e segurança na prestação dos serviços de transporte público coletivo da Região Metropolitana”, argumenta Prado.