Major Araújo defende afastamento de policiais com comorbidades
Ao encaminhar voto favorável ao projeto de lei que trata do prêmio de incentivo ao servidor efetivo em unidades assistenciais, o deputado Major Araújo (PSL) aproveitou para destacar dois assuntos, o primeiro sobre o não afastamento de policiais militares com comorbidades de suas funções durante a crise pandêmica, e o segundo sobre a o projeto de lei que faz alterações na composição dos colégios militares, que foi retirado de pauta.
O parlamentar condenou a manutenção de policiais militares com comorbidades nas ruas, desacatando recomendação da Organização Mundial de Saúde e de autoridades sanitárias nacionais. “Não podemos mais aceitar policiais morrendo por falta de gestão de pessoal. Apresentei dois requerimentos pedindo providências e achei que seriam votados hoje. Espero que até a próxima sessão sejam votados e que dê tempo de evitar que mais policiais morram de covid-19”, declarou. Ele informou que há um policial internado no Hospital Garavelo em estado grave e que outro recebeu alta e foi homenageado por colegas, os dois portadores de comorbidades.
Major Araújo também se mostrou preocupado com a falta de testagem em servidores de unidades da Administração Pública. Ele relatou que duas funcionárias do Vapt Vupt da Cidade Jardim foram afastadas do trabalho por terem contraído o vírus. “Estou me referindo a funcionárias que não foram testadas, imagina as pessoas que foram atendidas por elas. Ali eles compartilham equipamentos e refeitório, o risco é grande”, frisou. O deputado disse ter ficado indignado com a informação do líder do Governo, Bruno Peixoto (MDB), de que o Goiás está emprestando testes e insumos para o Estado do Tocantins.
Major Araújo, por fim, expressou sua desaprovação de colegas que apresentam projetos de lei criando colégios militares e quando são indicados para relatoria de matérias que tratam do tema, emitem parecer contrário. “Há colégios que só tem quatro policiais militares. A própria lei revogada, determinava 14 policiais. Depois, nesse outro projeto, o governador retirou direitos dos policiais e o relator votou favorável”, relatou.