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Comissão de Educação prossegue debates sobre o Programa Educação Emocional junto à Segurança Pública

19 de Agosto de 2020 às 14:50
Crédito: Maykon Cardoso (print de tela)
Comissão de Educação prossegue debates sobre o Programa Educação Emocional junto à Segurança Pública
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O trabalho do Programa Educação Emocional avança durante encontro, por meio de videoconferência, realizado na manhã de quarta-feira, 19. Essa é a quarta reunião, e a segunda com representantes da Segurança Pública. Nesta reunião, foram abordados ajustes formais voltados aos trâmites, que deverão ser seguidos para continuidade da proposta, com foco na melhoria da qualidade de vida dos profissionais no ambiente de trabalho e na convivência interpessoal dos servidores, a fim de identificar e prevenir o estresse e o adoecimento emocional. 

A reunião contou com a participação do vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Legislativo de Goiás, deputado Coronel Adailton (Progressistas), sob a coordenação do secretário do colegiado, Igino Lucas, e dos pesquisadores em educação e saúde mental do programa de pós-graduação do Mestrado Profissional em Gestão Organizacional da Universidade Federal de Catalão, Adriana Sadoyama, Geraldo Sadoyama; do psicólogo Bruno Marinho, responsáveis pelo programa; a psicóloga Priscilla Torres. Ainda integram o grupo os psicólogos e tenentes coroneis QOC, Michelssen Rodrigues de Faria, gerente de Operações de Inteligência do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás; e Alessandro Cunha, oficial psicólogo;  delegado Murilo Polati Rechinelli, assessor-geral da Polícia Civil; e Eliane Beppu, coordenadora da Divisão de Saúde da Polícia Civil de Goiás (PC-GO);  as tenentes coronéis e psicóloga Míriam Terezinha Bueno e médica Maria Bárbara Franco Gomes, da Polícia Militar de Goiás (PM-GO); e Ricardo Matos, perito criminal, superintendente adjunto da Polícia Técnico-Científica. 

O deputado Coronel Adailton salientou o interesse de que o trabalho seja desenvolvido e tenha continuidade, a fim de que cada profissional esteja em condições de exercer suas funções com qualidade. Dentre os objetivos da proposta, estão ações preventivas, a fim de que o Estado não precise investir tanto na recuperação dos trabalhadores. “O trabalho é importante para evitar o adoecimento emocional dos servidores”, explica. 

Adriana Sadoyama fez uma breve apresentação, onde pontuou a importância do trabalho para a qualidade de vida, além da redução de gastos com tratamentos, além de defender o cuidado com a saúde mental como fundamental. A coordenadora apontou dados atuais da OMS em que 4% da população sofrem com depressão, o que representa cerca de 300 milhões de pessoas. Já no Brasil, são 9% com ansiedade patológica. “Isso representa perda de produção econômica de U$ 16,3 trilhões, no período de 2011 a 2030, conforme o Fórum Econômico Mundial”, contabilizou ao defender a importância do Programa em Educação Emocional (PEE). 

A professora assinalou que, durante o levantamento realizado em Catalão, que deu origem ao programa, dos profissionais em educação pesquisados, 80% contam com adoecimento emocional. “É um impacto grande na perda da produtividade”, ressaltou. “O trabalho proporcionou à diretoria o desenvolvimento de intervenções de acolhimento aos professores que apresentaram problemas. O resultado foi positivo. Trouxe outro fôlego para a escola”, comemorou. 

O psicólogo Bruno Marinho, por sua vez, assinalou que o intuito é aplicar ferramentas voltadas à prevenção e promoção da saúde mental e, de acordo com os dados levantados, será possível determinar onde e como realizar ações para evitar a necessidade de tratamento. O psicólogo explicou que não é um diagnóstico, mas que, por meio de indicadores, será possível traçar um perfil dos profissionais em Goiás como um todo e nas distintas regiões. Serão ações voltadas, como por exemplo, à melhoria do bem-estar dos trabalhadores. “Iremos adotar um modelo de suporte social para o enfrentamento do estresse. Por exemplo, ensinar as pessoas a dizerem um simples ‘bom dia’, ou receberem o reconhecimento do chefe”, pontuou. 

Em função da pandemia da covid-19, o programa também irá contar com levantamento, por meio de questionário, para observar o que mais os profissionais necessitam, a nível de informações, sobre biossegurança, a fim de minimizar os impactos emocionais provocados pela pandemia. O tema será tratado pelo professor Geraldo. “Poderemos avaliar o nível de conhecimento a respeito do assunto, a fim de desenvolver ações de proteção socioemocional”, assinalou. 

Os três primeiros encontros foram realizados com representantes das forças de segurança, educação e saúde, respectivamente. Dentre os participantes, houve reconhecimento da importância do trabalho oferecido pelo grupo de estudiosos, principalmente por se tratarem de ações que poderão agregar àquelas já desenvolvidas nas corporações integrantes do encontro, a exemplo do Corpo de Bombeiros. 

Conforme Faria, a proposta irá somar às ações já realizadas. Cunha, por sua vez, além de apresentar trabalhos desenvolvidos no Corpo de Bombeiros, como projetos anti-tabagismo, consumo de álcool, e agora, suporte emocional e acompanhamento em relação à situação provocada pela covid-19,  ressaltou o aumento nos atendimentos. “Realizamos acompanhamento para saber como lidam com a situação”, enunciou. 

Já o delegado Murilo Polati, destacou a importância do trabalho, principalmente voltado às delegacias especializadas. “A gente vê a proposta com bons olhos”, ressaltou. A psicóloga da PM, Mírian Terezinha, também tem interesse na implantação do programa. O próximo passo, será o encaminhamento do documento formal por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) a cada uma das divisões da área de segurança pública. 

Agência Assembleia de Notícias
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