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Meirelles quer a criação de espaços de descanso em hospitais para profissionais de enfermagem

06 de Janeiro de 2021 às 11:18

Levantamento do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) atesta que o exercício profissional da enfermagem é marcado por múltiplas exigências, tais como lidar com dor, sofrimento, mortes e perdas, além de condições desfavoráveis de trabalho e baixa remuneração. Soma-se a isso a rotina estressante de trabalho no ambiente hospitalar que requer atenção dos responsáveis pelas unidades de saúde em relação à saúde de seus profissionais.

Ao levar em conta esses e outros fatores e tendo em vista a necessidade de dar maior atenção à saúde dos profissionais da enfermagem, o deputado estadual e 1º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Cláudio Meirelles (PTC), apresentou o projeto de lei nº 5852/20, que obriga hospitais públicos, privados e filantrópicos de Goiás, a criarem salas de descompressão e relaxamento para atendimento de enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem.

No entendimento de Meirelles, as jornadas de trabalho dos profissionais da saúde são extensas  e, muitas vezes, o excesso de horas extras e os múltiplos vínculos empregatícios, aumentam ainda mais a permanência do indivíduo no ambiente hospitalar. Além disso, os trabalhadores da saúde são responsáveis pelo atendimento a pacientes debilitados, com problemas de saúde e, consequentemente, fragilizados. Com isso, a carga de trabalho, além de intensa, se torna psicologicamente desgastante.

O autor da proposição argumenta que reduzir a fadiga física e emocional do profissional da saúde no ambiente hospitalar, provocada pelos diversos fatores supracitados, é fundamental e, segundo ele, é necessário promover a melhoria da ambiência e do acolhimento ao trabalhador da saúde. “Uma forma de realizar isso é a implantação de salas de descompressão e relaxamento equipadas com sofás, televisores, computadores com acesso à internet e uma pequena copa onde os funcionários possam usufruir de um momento de descontração nas pausas estabelecidas durante a jornada de trabalho”, exemplifica Cláudio Meirelles.

O processo legislativo será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) após o recesso parlamentar.

 

Agência Assembleia de Notícias
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