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9 de maio, Dia das Mães

07 de Maio de 2021 às 14:00
Crédito: Seção de Publicidade
9 de maio, Dia das Mães
Dia das Mães
Pelo segundo ano seguido, a data ocorre durante a pandemia de covid-19. A orientação das autoridades é de que os cumprimentos ocorram à distância para evitar novo pico da doença nos próximos meses.

No próximo domingo, 9, é comemorado o Dia das Mães. Mas, assim como em 2020, a celebração ocorrerá durante a pandemia de covid-19. De acordo com especialistas, apesar da vontade de encontrar e abraçar as mães, não é momento para aglomerações. Epidemiologistas apontam que, caso aconteçam os encontros no Dia das Mães, como no Natal de 2020, poderá haver um novo pico da pandemia em junho e julho, no Brasil.

Apesar dessa situação, a data não deve passar em branco. É possível celebrar o dia à distância, pois o sentimento e o amor dos filhos pelas mães permanece o mesmo. Além disso, o Dia das Mães ganhou novos significados em tempo de pandemia. É fundamental perceber que o afastamento social não é o mesmo que o isolamento emocional. Quando o beijo e o abraço apertado não podem fazer parte do presente, mães e filhos devem reinventar as formas para estar juntos, ainda que separados.

Como a pandemia mudou a vida das mães

É preciso reconhecer também o quanto as mulheres, principalmente as mães, foram atingidas pela pandemia de covid-19. Apesar de muita gente ter se adaptado ao esquema remoto de trabalho, dados da plataforma Workana, responsável por conectar freelancers a empresas da América Latina, mostram que a desigualdade de gênero ficou em evidência no home office. De acordo com o relatório de 2020 da empresa, 48,3% das mulheres em regime CLT estavam também cuidando dos filhos em casa, enquanto apenas 11,1% dos homens exerciam as mesmas funções.

A deputada Delegada Adriana Accorsi (PT), mãe da Verônica e da Helena, destaca que ,em muitos aspectos, as mães foram prejudicadas e sobrecarregadas em razão da pandemia. “Se por um lado elas são a maioria de pessoas desempregadas no Brasil, vivendo em situação de dificuldade financeira, de miséria e até de fome, por outro lado, nós sabemos que elas foram sobrecarregadas, com o trabalho em home office, cuidando e ajudando os filhos a estudarem à distância. Além disso, elas são, ainda, as responsáveis pela administração e os cuidados do lar, e, em cerca de 40% dos lares, elas são as chefes de família e muitas estão complementando a renda com atividades informais. Mesmo aquelas que têm emprego, fazem bolos no pote, tapetes e uma série de trabalhos informais para garantir a sobrevivência da família”, ressalta a deputada.

Accorsi pontua que, sem dúvida, a desigualdade se agravou durante a pandemia do novo coronavírus.  A parlamentar afirma que existem muitas políticas públicas que deveriam ser adotadas para diminuir a desigualdade. Entre elas, Adriana destaca as políticas de efetivo combate à violência doméstica contra as mulheres. A parlamentar apresentou várias proposituras nesse sentido.

Entre as matérias, o processo nº 1928/20, que garante o auxílio-aluguel previsto na legislação estadual, concedido, sem prejuízo dos beneficiários constantes nas normas regulamentadoras, às mulheres vítimas de violência doméstica, em extrema situação de vulnerabilidade. É da Delegada Adriana Accorsi também a proposta de nº 2653/20, que permite que o registro da ocorrência de violência doméstica e familiar ocorram pela internet ou por telefone de emergência designado pelos órgãos de Segurança Pública. A proposta de Adriana permite a possibilidade enquanto persistir uma situação de calamidade pública em Goiás.

A deputada também defende que as mulheres devem receber auxílio emergencial de pelo menos R$ 600 reais. “Com esse auxílio, as mães poderiam ficar em casa, cuidar dos filhos e sobretudo, sobreviverem sem se colocarem em risco”, pontua.

Mudanças na rotina das mães

A deputada também relata que, como a maioria das mulheres, a sua rotina mudou muito. “Mesmo eu tendo um companheiro que me apoia bastante e divide comigo as tarefas de casa e os cuidados com a nossa filha mais nova, é ainda muito difícil. O trabalho de home office é muito extenso, são mais horas de reuniões. Como parlamentar, eu não tenho horário, muitas vezes, para finalizar o trabalho. As reuniões acontecem pela manhã, tarde e também à noite. O medo da doença, a tristeza de ver pessoas morrendo, toda essa angústia nos afeta”, finaliza.

Assim como a deputada, a professora Laiz Rizzo também viu a rotina mudar completamente. Ela conta que precisou de fazer um bom planejamento para conseguir trabalhar. “Mesmo com a ajuda da minha mãe, que cuida do meu filho, enquanto estou em aula, me sinto sobrecarregada às vezes. Precisei me planejar bem para trabalhar e cuidar de todas as outras coisas. Além da mudança da rotina, também perdi pessoas que eu amo e tenho vivido um dia de cada vez”, afirma Laiz.

Os relatos da deputada Delegada Adriana Accorsi e da professora Laiz Rizzo representam as situações de uma multidão de mães que têm sido atingidas diretamente pela pandemia do novo coronavírus. Por isso, no próximo domingo, Dia das Mães, reforçamos a importância de homenagear essas mulheres que um dia aceitaram a nobre missão que é ser mãe. Para todas, sem exceção, as nossas sinceras homenagens e desejo de um feliz dia!

Agência Assembleia de Notícias
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