Eduardo Prado analisa projetos do Governo que tratam dos servidores da Educação e da Segurança Pública
Quarto parlamentar a discursar no Pequeno Expediente, na sessão ordinária híbrida dessa quinta-feira,13, o deputado Delegado Eduardo Prado (DC) falou sobre o projeto que altera o Estatuto do Magistério e explicou que segundo informações da presidente do Sintego, Bia de Lima, o Estado nunca fez regulamentação de horas complementares, porque sempre pagou 60 horas. Além disso, a sindicalista esclareceu que o Estado pode fazer contrato com efetivos, mas que não quer fazer, para, de acordo com o que prevê o projeto, não incidir direitos como 13º salário e férias.
Para ele, muitos deputados da base governista estão incomodados e não querem votar esse projeto, que é totalmente prejudicial aos professores. O deputado acredita que a matéria economizará R$ 2,9 milhões, recurso que vai sair do “bolso dos professores”. E aconselhou que o projeto seja retirado, para que os professores efetivos não sejam prejudicados.
Em seguida, o parlamentar comentou sobre a possibilidade de greve da Polícia Penal. Prado lembrou que os colegas Bruno Peixoto (MDB) e Coronel Adailton (Progressistas) se comprometeram a solicitar um projeto de lei sobre a progressão e promoção dos policiais penais, que tem que vir da parte do Governo do Estado, para não gerar vício de origem, mas ainda não aconteceu. Outro ponto reivindicado pela categoria é o reajuste dos temporários, que, segundo ele, ganham R$ 2.700 e recebem menos que um salário mínimo.
O parlamentar disse também que o Executivo não quer realizar concurso e por isso usa o expediente dos temporários. E ainda lembrou dos 424 policiais penais aptos a tomarem posse e que ainda não foram chamados. “Precisamos organizar essa situação, porque caso não tenha uma tratativa, no dia 27 de maio, vai haver uma paralisação”, alertou.