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Deputados avaliam votação da CPMF

14 de Dezembro de 2007 às 10:21

Os deputados estaduais divergem de opinião quando o assunto é a rejeição, por 45 votos contra 34, da proposta de prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.

O deputado José Nelto, líder do PMDB na Casa, diz que sempre foi contra esse imposto. Nelto lembra que na época da criação da CPMF a intenção era destinar toda a verba arrecadada para a Saúde e ressalta que a Pasta vive na precariedade, sem ter recebido um centavo sequer da CPMF. Para ele, o resultado da votação comprova que o Senado agiu com responsabilidade.

O democrata Helio de Sousa também aprova o fim da CPMF. Para ele, o imposto, que deveria ser provisório, perdeu sua função com o tempo. “O resultado da votação foi justo. Muito bom para o povo”, destaca.

O deputado Álvaro Guimarães (PR) não se posicionou a favor nem contra a prorrogação da cobrança da CPMF. Ele acredita que o fim da prorrogação do imposto se deve aos problemas políticos entre os partidos. “Se o Governo não tivesse deixado as articulações para a última hora, talvez tivesse conseguido um acordo”, analisa.

O tucano Daniel Goulart elogiou a postura dos senadores goianos na votação da CPMF. “Os senadores de Goiás estão de parabéns ao ajudar a sepultar a CPMF”, afirmou.

Já os deputados do PT de Goiás acreditam que o fim da CPMF vai causar um grande impacto nas áreas da Saúde e Assistência Social, principalmente nos estados e municípios que dependem do repasse de verbas provenientes do imposto.

O petista Luis Cesar Bueno criticou o votos dos senadores goianos que, mesmo com os pedidos insistentes do governador, foram todos contra a prorrogação. "Lamentavelmente, Goiás vai perder R$ 100 milhões na área da Saúde”, diz.

Humberto Aidar, também petista, acredita que só o motivo da arrecadação desse imposto ser destinada à Saúde já era motivo para que os senadores aprovassem a prorrogação do imposto provisório. "Foi uma irresponsabilidade do Senado. É uma irresponsabilidade com a vida das pessoas”, avalia.

O líder da bancada do PT na Assembléia, deputado Mauro Rubem, entende que os senadores deveriam extinguir impostos que são facilmente sonegados e não a CPMF, que é de fácil aplicação e de difícil sonegação. "O fim da CPMF vai causar de imediato um grande impacto e desequilíbrio na área da Saúde e ação social. É um absurdo", avalia.

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