Ícone alego digital Ícone alego digital

Deputado quer fabricantes responsáveis pelo lixo eletrônico

20 de Dezembro de 2007 às 14:56
Projeto visa coleta de lixo eletrônico. Fabricantes serão responsáveis por destinação final de seus produtos.

Goiás poderá adotar campanha permanente de coleta de lixo eletrônico e tecnológico, cabendo ao Estado estabelecer diretrizes para que as empresas do setor declarem os componentes tecnológicos dos seus produtos e as quantidades comercializadas anualmente. A proposta é do deputado Luiz Carlos do Carmo (PMDB), em projeto de lei que tramita na Assembléia.

O parlamentar argumenta que há uma demanda ambiental latente, mas que o cidadão ainda não tem o entendimento necessário sobre o perigo da contaminação do solo por metais pesados e produtos tóxicos contidos no lixo eletro-eletrônico. “Estes resíduos, descartados em lixões, constituem um sério risco ao meio ambiente, pois possuem em sua composição metais pesados altamente tóxicos, tais como mercúrio, cádmio, berílio e chumbo”, explica.

Luiz Carlos do Carmo alerta ainda que, em contato com o solo, esses metais contaminam o lençol freático e que, se incinerados, poluem o ar.  A estimativa é de que no Brasil existam cerca de 110 milhões de telefones celulares e uma quantidade muito grande de equipamentos obsoletos, já que na maioria dos casos a duração de um aparelho é de um ano e meio.

Pela proposta, são considerados prejudiciais os componentes periféricos de computadores, monitores e televisores, lâmpadas de mercúrio, componentes eletro-eletrônicos e de uso pessoal - celulares, máquinas digitais, calculadores, etc - que contenham metais pesados ou outras substâncias tóxicas, pilhas e baterias em geral.

Pelo projeto, todas as empresas que produzam ou comercializem esses produtos são responsáveis pela sua destinação final adequada, inclusive com procedimento de coleta.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.