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Oposição critica projeto de intervenção de Turvelândia

03 de Janeiro de 2008 às 09:23
O projeto que prorroga a intervenção do município de Turvelândia até o dia 31 de dezembro de 2008, enviado pelo Governo, foi apresentado na primeira sessão extraordinária da autoconvocação realizada ontem, no Plenário Getulino Artiaga. O município é administrado pelo interventor Coronel Divino Efigênio desde o ano de 2006. O petista Luiz César Bueno pediu um prazo de vistas criticando a proposta de prorrogar a intervenção.

O relator do projeto foi o deputado Julio da Retífica (PSDB), que apesar de ter sido escolhido ontem, já apreciou o assunto e teve pedido de vistas ao projeto, feito por Luis Cesar Bueno. De acordo com a Governadoria, a intervenção se dá pois o prefeito afastado de Turvelândia e seu antecessor acumularam dívidas com a Previdência Social – entre janeiro de 2004 e abril de 2006 - de mais de R$ 4 milhões.

O projeto foi discutido pela oposição. Segundo o líder do PT na Casa, Mauro Rubem, a intervenção em Tuverlândia é absurda e desnecessária. Para ele, esta é uma medida política que afronta a democracia.  O deputado Luis César Bueno disse que esta é a 3ª vez que a Casa vota esse processo em três anos e meio de intervenção, por isso é inadmissível que o interventor do Governo vá para uma cidade com 4 mil habitantes, para resolver problemas administrativos, e, em três anos e meio, não consiga sequer fazer uma auditoria.  

“O governador Alcides Rodrigues (PP) foi interventor em Anápolis e, em cem dias, realizou uma auditoria e retirou Ernani de Paula da Prefeitura”, recorda.

Quarto secretário da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, Paulo Cezar Martins (PMDB) lamentou que a Assembléia Legislativa tenha que votar mais uma vez a prorrogação da intervenção em Turvelândia, justificando seu voto contrário ao dizer que “isso representa um atraso para a democracia”.
 

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