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Marlúcio diz que vai apoiar CPI da Agehab

03 de Janeiro de 2008 às 14:49

Insatisfeito com o presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Álvaro Lourenço, o deputado Marlúcio Pereira (PTB) diz que vai defender a criação de uma CPI para investigar denúncias de irregularidades no órgão. Investigações do Ministério Público e da Polícia Civil apontam desvio de R$ 130 mil do programa Cheque Moradia, que é coordenado pela Agehab.

No entanto, a bancada governista na Assembléia - da qual Marlúcio faz parte - derrubou requerimento de autoria do deputado José Nelto (PMDB), em votação ocorrida em agosto, que previa a criação da CPI.
  A decisão de Marlúcio em apoiar procedimento de investigação na Agehab foi anunciada na quarta-feira, 02, durante reunião com moradores da região noroeste de Goiânia, ocorrida no auditório Costa Lima, quando foi discutido projeto de lei que regulariza a ocupação de imóveis urbanos de domínio do Estado.

Como relator, Marlúcio disse que o projeto é prejudicial à grande maioria dos vereadores, entre eles os de Aparecida de Goiânia, sua principal base eleitoral. “O Álvaro é uma pessoa maldosa”, afirmou o deputado, culpando o presidente da Agehab pela elaboração do projeto. “Eu vou assinar a CPI da Agehab”, disse ele.  

Da reunião também participaram os deputados José Nelto, Samuel Belchior, Luiz Carlos do Carmo, Paulo Cezar Martins e Romilton Moraes, do PMDB, Tiãozinho Costa (PTdoB), Humberto Aidar (PT), Doutor Valdir (PR), Misael Oliveira e Isaura Lemos, ambos do PDT. Ao todo o projeto atinge cerca de 40 mil famílias em todo o Estado, segundo estima José Nelto, que taxa o presidente da Agehab de “carrasco”.

Com a pressão da oposição, o líder do governo na Assembléia, Helder Valin (PSDB), decidiu retirar a matéria da pauta da autoconvocação.   O projeto institui a alienação e dispensa a licitação, como forma de regularização de ocupações de imóveis urbanos de loteamento destinados a programas habitacionais de interesse social. A regularização por doação se aplicará aos lotes residenciais ocupados que possuam área de até 360 metros quadrados, à exceção daqueles com área indivisível de até 500 metros quadrados.

Cada família poderá receber apenas um lote e não poderá ser proprietário de qualquer outro imóvel, além de que a renda familiar não poderá ultrapassar o valor correspondente a três salários mínimos. O imóvel que não se enquadrar nas condições estabelecidas para doação poderá ser regularizado mediante alienação onerosa.

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