Mestre em economia política destaca importância de desenvolvimento de novas tecnologias na mobilidade urbana
O último participante a fazer sua intervenção na 35ª reunião do Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético do Estado de Goiás foi Adalberto Maluf. O palestrante é bacharel em relações internacionais e mestre em Economia Política Internacional pelo Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI/USP), está presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) e é membro dos conselhos da Associação Brasileira da Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e da Associação Brasileira da Geração Distribuída (ABGD).
Na oportunidade, Adalberto destacou que todas as projeções apresentadas para o crescimento do setor, mesmo no Brasil, foram muito tímidas. “Foram previsões que erraram feio. A gente previa que teria, hoje, entre 4% e 5% de elétricos e estamos muito acima disso. No ano passado, projetou-se que ia ser vendido uma quantidade menor de veículos elétricos, com queda de 18% e, na verdade, o que tivemos foi um aumento de 40%. Então é uma grande revolução”, destacou.
Ele apontou ainda que, nesse sentido de desenvolvimento do setor, o Brasil já tem, hoje, fábricas de ônibus elétricos e que começou, agora, com fábricas de caminhões elétricos, e questionou a carga tributária para o setor. “A logística verde realmente avançou. Mas, infelizmente, os veículos elétricos ainda pagam uma carga tributária muito grande. Quando a gente pensa no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de uma bicicleta elétrica em 35%, isso é um contrassenso, um absurdo. Não faz sentido que um produto que é bom para todo mundo seja sobretaxado” ponderou.
Adalberto disse não conhecer nenhum outro país que faça isso, atualmente, onde um carro à combustão, na grande maioria, paga menos impostos que o elétrico. “Precisamos de isonomia, de retirar as barreiras para que esse sistema de mobilidade possa crescer no Brasil beneficiando o País e gerando emprego e renda”, disse.
O participante finalizou dizendo que um dos principais desafios do poder público, hoje em dia, é o de ser um articulador e coordenador dos esforços de pesquisa e de envolvimento, trazendo para o mesmo debate a indústria, os governos e a sociedade civil.