Série das redes sociais da Alego "Nossa História" destaca a importância da produção agrícola goiana
A agropecuária goiana sempre teve uma grande importância no cenário econômico nacional, uma vez que sua produção de carnes e grãos impulsiona a exportação estadual. Mas longe de ser algo parecido com a produção atual, em que até as máquinas são controladas por computadores ultramodernos. Até o século passado, o processo em nada se parecia com o que é feito hoje.
Nos anos de 1964 e 1965, Goiás foi o principal produtor de arroz no Brasil, mas para isso, o trabalho era duro e braçal. As atividades agrícolas eram feitas de forma bem rústica, a golpes de machado, foice e enxada.
Tanto na preparação da terra, como no plantio, no cuidado e na colheita, tudo era feito manualmente e com poucas ferramentas. Na época da colheita, o milho quebrado era descascado à mão, o arroz, cortado com facão e os feixes batidos no “jirau” (uma espécie de mesa grande de madeira, usada para secar grãos), caiam sobre couros de boi estendidos no chão. Depois de recolhidos, iam para as tulhas e paióis, pois, raramente eram ensacados.
As vendas no comércio também tinham outra dinâmica: os produtos eram vendidos a granel, ou seja, ficavam expostos em algum recipiente grande à mostra dos clientes, que escolhiam a quantidade a ser pesada pelo próprio comerciante.
O transporte até os varejistas era outro desafio a ser cumprido. Os grãos eram levados em grandes sacos ou malas rústicas, chamadas de bruacas, que eram penduradas em lombos de jumentos e mulas ou em carros-de-boi.
Todas essas curiosidades sobre a produção agrícola estão na postagem dessa semana, que traz ainda um registro fotográfico feito em 1965, portanto há 56 anos. Um tempo relativamente curto para tantos avanços surgidos na produção agrícola.