Alysson Lima esclarece emenda a projeto que reestrutura o transporte público de Goiânia e região Metropolitana
O deputado Alysson Lima (Solidariedade) abriu os discursos do Pequeno Expediente da sessão ordinária híbrida desta quinta-feira, 16, para antecipar o teor da emenda que apresentará ao projeto n° 8920/21, da Governadoria. O parlamentar, que representa a Assembleia na Câmara Deliberativa do setor, manifestou preocupação com relação a alguns pontos da matéria que reestrutura o transporte público de Goiânia, e de sua região Metropolitana.
Da tribuna do plenário Getulino Artiaga, Alysson Lima enumerou aspectos que considera positivos no projeto e outros que, em sua perspectiva, deveriam ser melhorados. Dentre os pontos interessante da proposta, destacou a maior participação do poder estadual no setor; a transferência do capital da Metrobus para a Prefeitura de Goiânia, via Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC); a reformulação do Eixo Anhanguera e abertura de nova licitação para a reconfiguração do sistema.
Por outro lado, questionou a falta de clareza na aplicação dos investimentos a serem destinados à reformulação do setor. "De onde virão os recursos e para onde eles irão? O Governo está se compromentendo a aplicar R$ 80 milhões por ano e dividir os outros 80% com a prefeitura. Mas esse recurso vai direto para os cofres das empresas ou para um fundo de gestão e fiscalização competentes, administrado por órgãos estaduais e municipais?", indagou.
O deputado esclareceu que, em sua emenda, apresenta propostas para o aperfeiçoamento do projeto, como a defesa do controle público da bilhetagem e o subsídio para a criação de fundo de manutenção do sistema de transporte coletivo. Também manifestou ser favorável a privatizações futuras, desde que haja audiências públicas para discutir o tema com os representantes competentes, que, segundo ele, não foram consultados para a elaboração da matéria em discussão.