Ícone alego digital Ícone alego digital

Eficiência deve ser premiada, não punida

20 de Fevereiro de 2008 às 10:40
A necessidade de equacionar a atuação da Rotam, transparência nos atos dos policiais. Estes e outros aspectos foram abordados pelo deputado cel. Queiroz (PTB) em artigo publicado nesta quinta-feira, 20, no jornal "Diário da Manhã".

Eficiência deve ser premiada, não punida 

É imperioso sair em defesa da Polícia Militar e do Batalhão da Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Metropolitana) nesse momento em que muito é dito de forma passional e desprovida de conhecimento científico sobre o tema. Segurança é função do Estado e policiamento ostensivo é atribuição da força auxiliar, que é a PM. Isto não se discute. O que está na pauta é a necessidade de equacionar a atuação de uma força de elite como a Rotam com os desejos da sociedade de transparência e devido respeito ao estado democrático de direito.

Em momentos de acirramento da discussão como esse, o pior que pode acontecer é permitir que ingredientes carregados de sentimentos e pontificados por fatos indesejáveis conduzam o assunto para uma seara em que a razão e os princípios técnico-operacionais fiquem neutralizados. Em outras palavras, uma pretensa aversão circunstancial à polícia macule a busca de soluções e evolução para uma unidade essencial como é a Rotam.

Criada para ser um serviço altamente especializado e destemido e atuar ostensivamente no combate à criminalidade, não há registro de situações em que os integrantes da Rotam tenham se acovardado diante de um confronto e permitido o triunfo do crime. A sociedade sabe e reconhece o valor de ter em sua defesa um contingente que não admite criminosos tripudiando sobre quem trabalha e vive honestamente.

O assunto é nevrálgico e não admitem protelações, tampouco considerações preconceituosas e carregadas de passionalismo. Quem se habilita em minorar o poder de intervenção que a Rotam tem sobre o crime e os criminosos deve ter consciência de que os mesmos agradecerão muito. Sem qualquer sombra de dúvida, iniciativas desprovidas de conhecimento técnico sobre o assunto deverão contribuir decisivamente para o aumento da criminalidade, e o maior prejuízo recairá sobre a sociedade, que espera da Polícia Militar rápida intervenção sobre o crime e garantia de segurança.

A sociedade tem consciência de que, por baixo de uma farda, há homens e mulheres com sentimentos, temores, sonhos, vontade de viver, amor e famílias que esperam os seus retornarem do trabalho para dar prosseguimento ao ciclo da vida. Cada um de nós é responsável por humanizar a cada dia o policial que zela por nossa segurança e que é destemido na defesa da ordem.

Os conceitos de direitos humanos precisam englobar também nossos bravos militares e cuidar para que a aproximação deles com a sociedade seja uma constante e não apenas objeto de estatísticas sociais. Nossos praças e oficiais são, antes de tudo, homens e mulheres que desejam viver em harmonia e possibilitar igualmente plenitude de cidadania para a sociedade. Com inteligência emocional e considerações científicas, será possível aproximar o cidadão policial da sociedade.

Contra fatos não existem argumentos que resistam. Em outras experiências em que forças especiais e unidades da Polícia Militar foram cerceadas em sua função de garantir segurança e combate ostensivo à criminalidade, o resultado foi dramático. Nos morros do Rio de Janeiro, na periferia de São Paulo e em vários pontos de fronteira a criminalidade não mais se intimida com a Polícia e a sociedade paga uma conta muito alta pela desídia. Que em Goiás não aconteça o mesmo.

Marciano Basílio de Queiroz é deputado estadual (PTB), presidente da Comissão de Segurança Pública na Assembléia Legislativa e ex-comandante-geral da PM

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.