Projeto que altera regência do MP/GO é aprovado em primeira fase
O projeto 658/22 abriu a pauta de votações plenárias da sessão ordinária desta quarta-feira, 9. A matéria, de autoria do Ministério Público de Goiás (MP/GO), foi aprovada, por unanimidade, em primeira fase de votação simbólica. A medida foi adotada em decorrência de problemas no placar eletrônico.
O projeto de lei complementar visa alterar a legislação de regência do referido órgão Judiciário estadual. As mudanças recaem sobre a Lei Complementar nº 25, de 6 de julho de 1998 (Lei Orgânica do MP-GO), a Lei Complementar nº 103, de 1º de outubro de 2013, a Lei Complementar nº 156, de 7 de agosto de 2020, a Lei nº 16.166, de 28 de novembro de 2007, a Lei Complementar nº 89, de 12 de dezembro de 2011, a Lei nº 14.810, de 1º de julho de 2004, e a Lei nº 13.162, de 5 de novembro de 1997.
A propositura esclarece que há a previsão da criação de 135 cargos de provimento em comissão de Assistente de Promotor de Justiça. “Inserida em uma perspectiva de apoio à atividade-fim e de futura reformulação e reavaliação das necessidades e rotinas das 392 promotorias de justiça, a criação desses cargos em comissão de nível superior tem o objetivo de guarnecer aquelas unidades em que as atribuições conferidas, o volume de trabalho, a localidade, dentre outros fatores, exigirem uma maior força de trabalho”, diz o texto enviado à Assembleia Legislativa.
Conforme justificativa do procurador-geral de Justiça, Aylton Flávio Vechi, as alterações objetivam, entre outros aspectos, “a melhoria e a ampliação da estrutura e dos serviços administrativos da instituição, com o fim de garantir o seu regular funcionamento em todo o estado, conferir ajustes necessários para a garantia do princípio da simetria entre o Ministério Público e a Magistratura goiana, tendo em vista os impactos decorrentes das mudanças operadas no Poder Judiciário e, fundamentalmente, incrementar a eficiência da atividade-fim, o que resultará no atendimento pleno do interesse público e das expectativas da sociedade”.
A matéria segue, agora, para a votação em segunda fase. Caso receba a aprovação, em definitivo, pelo Plenário da Alego, a propositura ficará apta a seguir para a sanção do governador Ronaldo Caiado (União Brasil).