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Colégio Militar – ensino de qualidade

31 de Março de 2008 às 16:00
A crise no Colégio Militar, a necessidade de união de forças para evitar prejuízo para os alunos daquela instituição de ensino. Uma manifestação pela revisão das decisões do Governo em retirar gratificações de professores. Estes foram assuntos abordados pelo deputado Coronel Queiroz (PTB) em artigo publicado na edição do jornal Diário da Manhã, de 31 de março de 2008.

Marciano Basílio de Queiroz é deputado estadual pelo PTB, presidente da Comissão de Segurança Pública na Assembléia Legislativa e ex-comandante
geral da PMGO.

Nos últimos dias, participamos de encontros e reuniões que trataram sobre o corte de gratificação percebida pelos professores dos Colégios Militares, suspensa desde janeiro. É pública a insatisfação dos professores daquelas instituições, que têm sido referência no ensino no Estado de Goiás. Para se ter uma idéia do índice de aprovação dos Colégios Militares, basta verificar a procura pelo seu concurso ao final do ano. Como exemplo, somente para o sexto ano (antiga 5ª série), no Colégio Hugo de Carvalho Ramos, foram 885 inscritos para 240 vagas. Dos 517 alunos que concluíram o ensino médio, 258 lograram aprovação em 1ª chamada nos diversos vestibulares, chegando a 300 aprovações após 2ª chamada, um índice acima de 50 por cento (dados somente do Colégio Hugo de Carvalho Ramos)), o que faz dos Colégios Militares referência no ensino goiano.

Sabemos que esse resultado não é fruto somente de um prédio bem construído. A diferença está na dedicação de professores e servidores civis e militares, que trabalham com prazer, e a cada sucesso dos seus alunos, sentem como se fossem os seus próprios, tal é o comprometimento naquela instituição com o ensino de qualidade.

Quem não se lembra de como era o Colégio Hugo de Carvalho Ramos antes de se tornar militar? Muros pichados, instalações internas danificadas, notícias de uso de drogas eram freqüentes etc. Como primeira escola a se tornar militar, foi a unidade responsável por resgatar aquele espaço de ensino. Após outras se sucederem com igual sucesso, atualmente na Assembléia Legislativa temos requerimentos de nossa autoria, aprovados e encaminhados ao governo do Estado, criando novas unidades em Aparecida de Goiânia, Planaltina de Goiás, Catalão, Ceres, Goianésia, Jataí, Luziânia, Porangatu, Aurilândia e Iporá.

Pela grande procura em ter uma unidade de Colégio Militar nas diversas regiões, percebemos tratar-se de um patrimônio dos goianos e como tal deve ser preservado. Nenhum argumento do governo, quer seja contenção de despesas ou a alegada exceção, já que outros professores da rede pública não recebem a gratificação de exclusividade, não nos servem de referencial para concordarmos com a medida. Ao retirar uma verba que estava sendo paga, o resultado da insatisfação e desmotivação é inevitável. Portanto, a continuidade do referido pagamento não geraria novo impacto financeiro.

Caso não seja revisto o corte anunciado, mesmo com toda a dedicação daqueles mestres e o compromisso com a arte de bem ensinar, sentirão os reflexos como pessoas humanas, com obrigações financeiras assumidas anteriormente.

Há algumas semanas, os jornais deram destaque à intenção de se colocar detector de metais nas portas das escolas, tal é a situação que vive o ensino público, com opiniões favoráveis e outras contrárias. Será que desmontar o que está dando certo é o melhor caminho? Porque ao retirar o valor que complementa o salário daqueles professores, poderemos cair na vala comum.

Enquanto parlamentar, membro da base do governo nesta Casa de Leis, e conhecedor da realidade da Segurança Pública, da qual somos legítimo representante, nos solidarizamos com todos os 435 professores dos Colégios Militares de Goiás, unidades Hugo de Carvalho Ramos, Ayrton Senna, Vasco dos Reis, Itumbiara, Rio Verde e Anápolis, pelos quais estaremos lutando incansavelmente na procura de convencer o governo, através das secretarias de Educação e Segurança Pública, da importância de não prejudicar uma iniciativa que deu certo e é um marco de eficiência no ensino do Estado de Goiás.

Faço nesta oportunidade um apelo ao governador Alcides Rodrigues, com quem já conversamos a respeito e ficou para ser discutido o assunto em audiência já solicitada, uma vez que não resultaram frutíferas as negociações com os setores específicos do governo, restando-nos contar com a sensibilidade de V. Excelência, em preservar esta conquista da sociedade goiana, os colégios da Polícia Militar.

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