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Tuberculose ainda é uma das infecções contagiosas que mais se alastram pelo mundo mas ela pode ser prevenida, tratada e curada

23 de Março de 2026 às 10:02
Tuberculose ainda é uma das infecções contagiosas que mais se alastram pelo mundo mas ela pode ser prevenida, tratada e curada

O Dia Mundial da Tuberculose, celebrado em 24 de março, foi estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1982 com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção e tratamento da doença, que ainda é uma das infecções contagiosas que mais se alastram pelo globo. A data foi escolhida para homenagear os 100 anos do anúncio da descoberta do mycobacterium tuberculosis  (bacilo de Koch) pelo médico Robert Koch, ocorrido em 24 de março de 1882.

Segundo dados do Relatório Global sobre Tuberculose 2025 da OMS, a tuberculose continua sendo uma das doenças infecciosas mais letais do mundo causando mais de 1,2 milhão de mortes e afetando cerca de 10,7 milhões de pessoas no último ano. Esse cenário destaca a persistência desta doença infecciosa como uma ameaça significativa à saúde pública, sobretudo entre populações mais vulneráveis. O ano de 2026 é estratégico para o Brasil que busca intensificar o papel na liderança global no combate à enfermidade. 

Em novembro deste ano, o país vai sediar a 57ª Conferência Internacional sobre Tuberculose e Saúde Pulmonar no Rio de Janeiro, o encontro científico mais importante que deve reunir as maiores autoridades no assunto e reforçar o papel do país na liderança da luta global contra a doença. 

Os números indicam que o Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 82% do total de casos de tuberculose no mundo. Embora seja uma doença passível de ser prevenida, tratada e mesmo curada, ainda mata cerca de 4,7 mil pessoas todos os anos no país. Apesar do progresso mensurável em diagnóstico, tratamento e inovação, desafios persistentes em financiamento e acesso equitativo à atenção ameaçam reverter as conquistas arduamente obtidas na luta global contra a TB. 

De acordo com estimativas da OMS, um terço da população mundial está infectada pelo Mycobacterium tuberculosis e tem risco de desenvolver a doença, perfazendo um total de 8,8 milhões de doentes e 1,1 milhões de mortes por ano no mundo. Cada paciente com tuberculose pulmonar que não se trata, pode infectar em média 10 a 15 pessoas por ano. Alguns fatores contribuem para a disseminação da doença, tais como a pobreza e má distribuição de renda, a AIDS, a desnutrição, as más condições sanitárias e a alta densidade populacional.

Especialista

Em recente entrevista à equipe de reportagem da Agência de Notícias, o médico infectologista do Hospital Estadual de Doenças Tropicais (HDT), Taiguara Fraga Guimarães, ressaltou que a tuberculose é uma doença infectocontagiosa persistente, por isso ainda atinge números alarmantes ao redor do globo sendo considerada uma ameaça a saúde pública.

Conforme o infectologista, um dos maiores motivos de preocupação é com a natureza facilmente transmissível da doença sendo o diagnóstico precoce um grande trunfo para conter o contágio. Ele explicou que dentre as principais formas de prevenção da tuberculose estão a vacinação da BCG, o diagnóstico precoce e o tratamento dos casos, além do uso de máscaras em pessoas com suspeita ou confirmação da doença.

O especialista adverte que após a transmissão que ocorre principalmente pela via respiratória (aérea) é preciso ficar atento aos principais sintomas da tuberculose que são: tosse por mais de duas semanas, febre, sudorese noturna e perda de peso. Ele alertou que quando surgem os sinais, a doença já pode ser considerada ativa e afeta principalmente os pulmões, mas também pode extrapolar acometendo órgãos como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). 

Por fim, o estudioso explicou que o diagnóstico da tuberculose é realizado pela identificação do Mycobacterium tuberculosis em amostras clínicas coletadas do sítio provável de infecção, como escarro na tuberculose pulmonar. O tratamento da tuberculose é feito com o uso de tuberculostáticos, que são antibióticos específicos para combater o Mycobacterium tuberculosis, administrados em associação por um período prolongado, geralmente de 6 meses na maioria dos casos.

Agência Assembleia de Notícias
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