Da tribuna, Major Araújo cobra atenção à saúde mental de militares em Goiás
Terceiro a discursar no Pequeno Expediente desta quarta-feira, 18, o deputado Major Araújo (PL) cobrou melhorias nas políticas aplicadas à carreira na Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO). Segundo ele, nas últimas duas semanas, três profissionais tiraram a própria vida.
“A própria atividade militar é um gatilho para que o autoextermínio aconteça. A pessoa está com uma arma na cintura e propensa a, em um momento de crise profunda, acabar cometendo esse ato”, lamentou.
Araújo atribuiu os episódios a que se referiu à sobrecarga de trabalho e à falta de apoio para o exercício da profissão. Em seu ponto de vista, os policiais militares eram mais valorizados em gestões anteriores do Poder Executivo Estadual; por isso, criticou o governador Ronaldo Caiado (PSD).
Como exemplo negativo, citou o fim do limite para o acúmulo de horas extras remuneradas. O deputado argumentou que os policiais se submetem a jornadas de trabalho extensas por necessidade. “Os policiais podem morrer de tanto trabalhar, como se fossem pessoas que não precisam de descanso e lazer. Eles se submetem a isso, e acaba acontecendo o que aconteceu recentemente. "
Major Araújo observou que já apresentou projetos de lei para que fossem realizados exames psiquiátricos periódicos nos policiais militares.
“Venho aqui, mais uma vez, em nome das famílias desses policiais. É preciso tomar providências. Caiado deveria ter sensibilidade com a categoria. Que política é essa que vem sendo adotada? ”, indagou.