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Cel Queiroz diz que audiência sobre arquitetura prisional abriu debate à sociedade

22 de Outubro de 2008 às 13:26

Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembléia, deputado Coronel Queiroz (PTB) encerrou há pouco a audiência pública sobre arquitetura prisional. "A Assembléia dá um grande passo na solução do problema carcerário no Estado ao abrir a discussão para toda a sociedade", comentou.

Autoridades civis e militares discutiram durante toda a manhã, juntamente com a sociedade, a proposta inovadora de uma nova arquitetura para os presídios, buscando a minimização dos gastos com suas construções e o aprimoramento do processo de ressocialização dos detentos.

Secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller anunciou um novo modelo arquitetônico para os presídios que estabelece níveis no cumprimento das penas. Para o secretário, esse fato é determinante pois separa os detentos por graus de periculosidade. “O Governo estadual tem vários programas de ressocialização dos detentos e de formação para os servidores do sistema prisional. Entretanto, essas ações não produzirão resultados com a superlotação dos presídios, que é um problema não só de Goiás, mas de todo o País”, afirmou.

O projeto foi apresentado pelo superintendente do sistema de Execução Penal, Edílson Brito. Segundo ele, as inovações arquitetônicas propostas para os presídios do Estado, visam amenizar os problemas atuais com a ressocialização dos detentos, além de diminuir o déficit de vagas.

O superintendente anunciou a criação de dois presídios em 2009, possivelmente em Anápolis e Formosa, já com a nova arquitetura. Edílson Brito também destacou a necessidade de se efetivar todos os servidores do sistema carcerário. Além disso, afirma que para o processo de ressocialização dos presos é preciso contratar agentes sociais, psicólogos e médicos.

Integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia, o deputado Álvaro Guimarães (PR) comentou a superlotação dos presídios no Estado. O deputado ressaltou também a necessidade de bons servidores que contribuam para a ressocialização dos detentos.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Goiás, Alexandre Prudente Marques afirmou que os problemas gerais da segurança pública não serão minimizados sem antes solucionar os problemas do sistema prisional.

Encerrando a audiência, o superintendente Edílson Brito declarou que a proposta de uma nova arquitetura para os presídios está em fase de estudos e é passível de discussões e reformas. Segundo ele, a audiência pública demonstra uma preocupação com a segurança pública no Estado e apresenta propostas os desafios do sistema prisional em Goiás.

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