"Política, Cidadania e Corrupção" traduz pensamento da Procuradoria em seminário
O Dia do Servidor Público foi lembrado hoje na Assembléia Legislativa com vários eventos, em especial o seminário Política, Cidadania e Corrupção, iniciativa do DRH dividida em cinco painéis, todos ligadas ao tema.
A primeira delas abordou o Papel da Procuradoria da Assembléia no contexto da Política, Cidadania e Corrupção, ministrada pela procuradora da Casa, Regiani Dias Meira. Ela detalhou que, para que a política e a cidadania sejam plenamente exercidas e a corrupção evitada, deve ser observado o conjunto de normas, regras e leis existentes no País. Observar estas regras no âmbito da Assembléia Legislativa é o principal papel da Procuradoria.
Mestre em Ciência Política pela UnB, Miguel Donizete Gusmão Filho abordou Direitos Humanos e Cidadania. Para ele, o conceito de “Estatania” - quando o indivíduo espera que o Estado garanta seus direitos, sem que tenha ao menos de fazer a reivindicação sobre eles - substituiu o de Cidadania.
O sociólogo Ari Martins Alves Filho, pesquisador legislativo na Comissão da Criança e Adolescente da Assembléia, falou sobre A construção social da corrupção. Para ele, o indivíduo tende ao hábito por economia psíquica; o hábito leva à rotina que pode se tornar em instituições, através de práticas reiteradas. A ética gerada por estas práticas é chamada de "ética vertical", que se caracteriza pela desigualdade e a pessoalidade e leva à corrupção. O oposto acontece na “ética horizontal”, quando são valorizadas a impessoalidade e a igualdade entre as pessoas.
Mestre em Filosofia Política pela UFG e professor universitário, Luiz Roberto foi o responsável pelo último painel, em que explanou sobre Fundamentos da Ética. Luiz destacou diferenciar os conceitos de "ética" e "moral" que, embora muito relacionadas, divergem pela primeira ser mais teórica e a segunda, mais prática.