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Ênio Branco descarta possibilidade de privatização da CELG

06 de Novembro de 2008 às 11:12
Presidente da Companhia Energética de Goiás, Ênio Branco esteve na Assembléia e descartou qualquer possibilidade de privatização da estatal. Ênio adianta que as negociações com o BNDES, que pode repassar até R$ 1,2 bilhão, valor da dívida do Estado com a empresa. Ênio volta à Assembléia no dia 11, para uma audiência pública que discutirá o futuro da CELG.

A privatização da Companhia Energética de Goiás (CELG) foi descartada, nessa manhã, pelo presidente da empresa, Ênio Branco, durante visita que fez à Assembléia Legislativa. Na oportunidade, ele recebeu o respaldo dos deputados Álvaro Guimarães (PR) e Mauro Rubem (PT) às negociações que ele vem empreendendo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ênio Branco negou uma notícia veiculada no Rio de Janeiro, que avaliava possibilidade da CELG vir a ser privatizada. “Essa notícia não tem o menor fundamento. Seria um contra-senso nós, no momento de recuperação da empresa, tratarmos de privatização. Essas são notícias que vêm de mercado para tumultuar o trabalho de que está lá, de maneira absolutamente dedicada à recuperação da empresa”, frisou.

O presidente da CELG adiantou que já tem 11 meses de negociação com o BNDES e que o final da operação está bem próximo. Ele lembrou a audiência do governador Alcides Rodrigues (PP) com o presidente Lula (PT), em que foi manifestado o desejo de priorizar esse assunto. “Então nosso objetivo de concluir 2008 com resultados melhores está se aproximando”, salientou, acrescentando que “o maior patrimônio dos goianos em termos públicos, que é a CELG, deverá ser devolvido a todos no final do Governo do Dr. Alcides, dando lucro”. 

Experiência
O ex-ministro e ex-secretário de Estado Ovídio de Angelis confia no presidente da CELG. Ovídio foi um dos responsáveis pela privatização da Usina Hidrelétrica de Cachoeira Dourada, durante o governo de Maguito Vilela (PMDB) – 1995-1998. À época, ele era secretário de Planejamento.

Ovídio lembrou que demorou um ano e meio para negociar a privatização de Cachoeira Dourada com o BNDES, mas está certo de que a negociação liderada por Ênio Branco com o mesmo banco será mais rápida. “A expectativa é de que dê certo, porque o trabalho está bem estruturado. Entretanto, uma operação de grande porte dessa natureza, com as características peculiares, exige estudos técnicos profundos, sem contar a excessiva burocracia”, frisou Ovídio.

Ovídio ainda acredita que o processo poderia ter tido uma velocidade maior, mas a sua complexidade é que impõe o ritmo. Conforme Ênio Branco, a negociação está em fase final.

Audiência
Ênio Branco volta à Assembléia para uma audiência pública sobre a situação da Celg, dia 11 de novembro, às 9 horas, no auditório Solon Amaral. A iniciativa é do deputado Mauro Rubem (PT), que levará o debate para a sessão do Plenário do mesmo dia, às 15 horas.

A audiência também vai abordar o desmembramento da empresa em Celg Distribuição e Celg Geração e Transmissão.



 

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