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Sintego entra com mandado de segurança contra corte de ponto

11 de Novembro de 2008 às 15:49

Os presidentes da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, Mauro Rubem (PT), e da Comissão de Educação, Frei Valdair (PSDB) participaram hoje de reunião com professores da rede pública e lideranças do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Goiás (Sintego) para discutir o corte de ponto dos professores que participaram da última greve da Educação. Também foram convidados a secretária de Educação, Milca Severino, e o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, que não puderam comparecer.

O presidente do Sintego, Domingos Pereira, informou que o sindicato já entrou com mandato de segurança junto do Tribunal de Justiça questionando o corte do salário referente a setembro. Segundo o presidente, não corresponde à verdade a alegação do Governo de que ele foi determinado pela Justiça. “A greve foi considerada ilegal, mas não houve pronunciamento sobre cortes”, afirmou.

Outra questão levantada pelo sindicalista foi o risco dos alunos das escolas estaduais perderem o ano letivo, já que os professores não farão a reposição de aulas. Professores também expuseram os transtornos causados pela medida, que gerou endividamento dos professores e inadimplência junto ao Ipasgo - que não recebeu o repasse, já que não houve salário.

O Sintego solicitou aos deputados que ajudassem a mediar a questão junto ao Governo. Frei Valdair e Mauro Rubem garantiram seu apoio aos professores. Os parlamentares devem levar a questão para a sessão ordinária de hoje, para envolver outros deputados, e conversar pessoalmente com o líder do Governo, Evandro Magal (PSDB).

N
ova reunião foi marcada para amanhã, às 9h e 20min, no Colégio Estadual Costa e Silva - Colu, no setor Universitário, para verificar a situação dos alunos e para divulgação na mídia. Reuniões em escolas de Aparecida de Goiânia e Anápolis, a busca de diálogo com o governador Alcides Rodrigues e com representantes da Secretaria da Educação e da Fazenda foram definidas como possíveis ações futuras.

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