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A Celg e o requerimento que a situação vetou

13 de Novembro de 2008 às 11:04
O deputado Mauro Rubem (PT), em artigo publicado no jornal "Diário da Manhã", levanta debate sobre o destino da Celg. (13.11.2008).

* Mauro Rubem é deputado estadual (PT-GO) e presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa

Na última terça-feira, 11 de novembro, após audiência pública onde debatemos com o Ministério Público do Trabalho, com a Coordenação Nacional de Lutas - Regional Goiás (Conlutas-GO) e com o Sindicato dos Trabalhadores Urbanos do Estado de Goiás (Stiueg) a atual situação da Celg, manifestei em plenário na Assembléia Legislativa e apresentei requerimento solicitando o envio de expediente ao governador Alcides Rodrigues Filho, sugerindo investigação junto a Celg para averiguar o processo de privatização velada através das terceirizações e fragmentações que estão acontecendo na empresa.

O nosso requerimento alerta que a Celg vem sendo vítima de um processo de fragmentação, que gera um enfraquecimento desta empresa enquanto instituição de governo, facilitando um visível processo de privatização da mesma. E se isto não passa pelos planos do Estado, é preciso que ele se defenda, apresentando os termos destes convênios e os seus acertos financeiros.

Existe uma terrível subutilização do quadro efetivo em detrimento de terceirizações por empreiteiras, que por sua vez, na maioria das vezes quarteirizam estes serviços, resultando em baixos salários, precarização da segurança do trabalhador, assim como a baixa qualidade dos serviços prestados para a sociedade.

O requerimento que enviamos e foi vetado no mesmo dia pelo líder do governo na Casa, Evandro Magal (PSDB) complementa relatando a gravidade na exposição dos trabalhadores ao risco de morte, visto que estes trabalhadores terceirizados ou quarteirizados nem sempre têm formação técnica adequada e nem o equipamento de segurança necessário para o cumprimento de funções de risco.
Em um dossiê, o Stiueg apresenta o descaso com a segurança do trabalho praticado na Celg, acarretando várias tragédias. Consta depoimentos de viúvas, órfãos, de famílias que são destruídas, de trabalhadores que perdem um dedo, uma perna, entre outras conseqüências.

Considerando o importante e estratégico papel da Celg, este processo velado de privatização que está imposto é um retrocesso para o Estado de Goiás. O nosso requerimento pedindo atenção e intervenção do governador ao caso foi autoritariamente barrado por sua liderança na Assembléia e certo que este artigo será lido por Alcides Rodrigues, cumprindo a função do nosso vetado texto, enalteço o espaço democrático que abre este jornal, fundamental parceiro no cumprimento da nossa ação parlamentar.

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