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CPI deve culpar hidrelétrica por rompimento da barragem da Usina Espora

01 de Dezembro de 2008 às 10:37

O relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisa o rompimento da barragem da Usina Espora, no município de Itajá, deve colocar a hidrelétrica como responsável pelo rompimento da barragem ocorrido em janeiro de 2008, que causou prejuízos ambientais e financeiros. De acordo como o presidente da CPI, deputado Paulo Cezar Martins (PMDB), não foram repassados à Comissão as informações solicitadas sobre a obra, fato que depõe contra a Usina e o próprio Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Houve um desencontro muito grande e falta de interesse, inclusive da própria empresa da Espora, que não deu nenhuma importância para o estrago que fez no meio ambiente. E mesmo o Governo federal não mandou nenhum documento sobre a parte financiada pelo BNDES”, frisou o presidente da CPI.

Paulo Cezar lembra a ponte sobre o rio Corrente, destruída com o rompimento da barragem Espora, até hoje não foi reconstruída.  “A travessia no local passou a ser possível apenas por meio de balsa, causando transtorno a população e em especial aos produtores agropecuários da região”, salienta.

Para o parlamentar, o Ministério Público já tomou providências, através do Judiciário, mas que o processo é muito moroso. “Há dificuldade muito grande em relação a essa posição, porque todo mundo vai tocando de barriga; e o povo sofrendo como sempre”, reclama.

Em fase de elaboração, o relatório será encaminhado para a Mesa Diretora para que possa ser discutido e votado pelos deputados. O Ministério Público terá conhecimento da investigação da CPI assim que o trabalho do Legislativo for concluído.

Paulo Cezar Martins chegou a pedir prorrogação das atividades da Comissão e realizou duas audiências públicas para averiguar as causas do rompimento. Foram ouvidos os diretores da hidrelétrica, o BNDES, que destinou recursos para construção da barragem, e proprietários rurais de Itajá e Itarumã que tiveram prejuízos causados pela força das águas.

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