Apreciação da UEG e Caixego no mesmo projeto pode atrapalhar discussões
Alunos e professores reclamam que a apreciação conjunta da anistia dos ex-servidores da Caixego e do repasse à UEG, ambos previstos na PEC da Adequação Constitucional, seja danosa à categoria. “Nós sabemos que os servidores da Caixego estão há muito tempo atrás de seus direitos, não queremos que isso aconteça como nós”, diz João Felipe, presidente do DA de Engenharia da UEG.
Para Thales, professor da Universidade, a questão é não é medir quem mais tem direitos. “Sabemos das dificuldades e direitos de cada um, querer discutir processos diferentes no mesmo dia é querer complicação”, observa.
Durante a Reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desta terça-feira, o deputado Wellington Valim (PTdoB) apresentou uma subemenda aditiva ao Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que trata da alteração do orçamento do Estado para investimentos na Universidade Estadual de Goiás (UEG) e a emenda que inclui na PEC a anistia dos ex-servidores estaduais da Caixego.
A proposta de emenda visa reduzir de 2% para 0,25% o porcentual de gastos do orçamento com a universidade. O Governo justifica que, de fato, investe apenas 0,14% de seu orçamento na UEG, e que a medida aumentaria o valor total repassado à instituição.
Ex-servidores da Caixego também estiveram presentes na reunião, acompanhando o andamento do processo de anistia dos ex-funcionários da instituição. A adequação da PEC também deve beneficiar os ex-servidores, ao abrir brecha legal para que esse grupo seja reintegrado ao funcionalismo público estadual.