O coração precisa de música
* Betinha Tejota, deputada estadual pelo PSB
O Som do Coração, perdoem o trocadilho, é um filme destinado ao coração. Eu o acho desaconselhável às pessoas chegadas a filmes de ação como também aos consumidores de literatura de tonalidade schopenhauriana, daquela em que a razão mantém a emoção no cabresto. É um drama de uma tristeza bonita. Cabe aqui explicar melhor essa antítese: tristeza bonita.
A explicação está, pois, em seu desfecho. O filme não é daqueles que deixam o coração da gente abandonado, haja vista que, em seu final, ocorre aquilo que a pessoa que lhe assiste tanto torce para acontecer: que o destino una pai, mãe e filho.
Sob a direção de Kristen Sheridan, O Som do Coração mostra o encontro mágico entre dois músicos jovens: um guitarrista e uma violoncelista. Desse encontro nasce o amor entre ambos; desse amor vem ao mundo o menino Evan Taylor – personagem vivido pelo ator mirim Freddie Highmore -, que, ainda bebê, é separado dos pais e vai para um orfanato. Na verdade, a música é a grande personagem do filme, e ela ‘atua’ numa mistura de rock, concerto e ópera. É ela que, com seu poder mágico, une os três, ao som de uma música belíssima.
Mencionei o respectivo filme por ele envolver a música como temática e, com isso, elogiar um acontecimento sublime em prol da música, o qual ocorreu dias atrás, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, e contou com a presença do governador Alcides Rodrigues, do presidente da Celg (Ênio Branco), do secretário da Sectec (Joel Braga Filho), do presidente da Endesa Cachoeira (Francisco Bugallo) e de músicos brilhantes da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás. Muito louvável o patrocínio de R$ 200 mil promovido pela Celg e Endesa em favor do Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França para compra de novos instrumentos, partituras originais, bem como a realização de concertos em algumas cidades do Estado.
Além de tais empresas, outras mais deveriam também realizar patrocínios dessa natureza. Isso para que haja multiplicidade nessa ação elogiável e assim outras cidades, além das 11 definidas para receber a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, sejam também beneficiadas. Investimento em cultura, cabe aqui salientar, representa menos notícias policiais, representa povo mais desenvolvido, representa menos presídios, representa mais bibliotecas...
O homem, além de feijão, que é uma necessidade fisiológica, necessita muito de sonho como alimento de sua alma. É nesse aspecto alimentar da vida que o homem encontra sentido existencial. E dentro dessa necessidade de sonho está a literatura, a pintura, a escultura, a música...
Esta modalidade artística inclusive foi assunto de uma matéria no jornal Folha de S. Paulo no mês passado. Matéria esta que mostra o resultado de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland (Baltimore-EUA). Conforme pesquisadores da respectiva instituição, uma música agradável é capaz de ampliar em quase 30% o diâmetro dos vasos sangüíneos; o que significa menos risco de morte, visto que a circulação do sangue ocorre com mais tranqüilidade devido à dilatação.
Isso quer dizer que o coração precisa de uma boa música... Que o som belíssimo que proporciona a moçada da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás ressoe além dos 11 municípios. Parabéns a Sectec, Celg e Endesa pela ação em prol da arte: ferramenta importante na lapidação d’alma.
O Som do Coração, perdoem o trocadilho, é um filme destinado ao coração. Eu o acho desaconselhável às pessoas chegadas a filmes de ação como também aos consumidores de literatura de tonalidade schopenhauriana, daquela em que a razão mantém a emoção no cabresto. É um drama de uma tristeza bonita. Cabe aqui explicar melhor essa antítese: tristeza bonita.
A explicação está, pois, em seu desfecho. O filme não é daqueles que deixam o coração da gente abandonado, haja vista que, em seu final, ocorre aquilo que a pessoa que lhe assiste tanto torce para acontecer: que o destino una pai, mãe e filho.
Sob a direção de Kristen Sheridan, O Som do Coração mostra o encontro mágico entre dois músicos jovens: um guitarrista e uma violoncelista. Desse encontro nasce o amor entre ambos; desse amor vem ao mundo o menino Evan Taylor – personagem vivido pelo ator mirim Freddie Highmore -, que, ainda bebê, é separado dos pais e vai para um orfanato. Na verdade, a música é a grande personagem do filme, e ela ‘atua’ numa mistura de rock, concerto e ópera. É ela que, com seu poder mágico, une os três, ao som de uma música belíssima.
Mencionei o respectivo filme por ele envolver a música como temática e, com isso, elogiar um acontecimento sublime em prol da música, o qual ocorreu dias atrás, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, e contou com a presença do governador Alcides Rodrigues, do presidente da Celg (Ênio Branco), do secretário da Sectec (Joel Braga Filho), do presidente da Endesa Cachoeira (Francisco Bugallo) e de músicos brilhantes da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás. Muito louvável o patrocínio de R$ 200 mil promovido pela Celg e Endesa em favor do Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França para compra de novos instrumentos, partituras originais, bem como a realização de concertos em algumas cidades do Estado.
Além de tais empresas, outras mais deveriam também realizar patrocínios dessa natureza. Isso para que haja multiplicidade nessa ação elogiável e assim outras cidades, além das 11 definidas para receber a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, sejam também beneficiadas. Investimento em cultura, cabe aqui salientar, representa menos notícias policiais, representa povo mais desenvolvido, representa menos presídios, representa mais bibliotecas...
O homem, além de feijão, que é uma necessidade fisiológica, necessita muito de sonho como alimento de sua alma. É nesse aspecto alimentar da vida que o homem encontra sentido existencial. E dentro dessa necessidade de sonho está a literatura, a pintura, a escultura, a música...
Esta modalidade artística inclusive foi assunto de uma matéria no jornal Folha de S. Paulo no mês passado. Matéria esta que mostra o resultado de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland (Baltimore-EUA). Conforme pesquisadores da respectiva instituição, uma música agradável é capaz de ampliar em quase 30% o diâmetro dos vasos sangüíneos; o que significa menos risco de morte, visto que a circulação do sangue ocorre com mais tranqüilidade devido à dilatação.
Isso quer dizer que o coração precisa de uma boa música... Que o som belíssimo que proporciona a moçada da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás ressoe além dos 11 municípios. Parabéns a Sectec, Celg e Endesa pela ação em prol da arte: ferramenta importante na lapidação d’alma.