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Por onde anda o Papai Noel?

22 de Dezembro de 2008 às 09:22
A deputada Vanuza Valadares (PSC) escreve para o jornal "Diário da Manhã". Artigo foi publicado na edição de 19.12.2008.

* Vanuza Valadares é deputada estadual, líder do PSC e presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos


Crise, prisões de juízes, roubo de donativos e amputação da vontade popular; por onde anda o Papai Noel?

Em uma época em que geralmente adotamos uma postura mais solidária, e até mesmo nos deixamos levar pelo imaginário infantil, vivenciamos o atropelamento de uma das datas mais mágicas no imaginário popular. Afinal, este é um período em que passamos a creditar que o mundo será melhor, renovamos a nossa crença no ser humano, traçamos novas metas e semeamos um futuro mais promissor, contando com as experiências já adquiridas.

Mas este final de ano a miséria humana passou a ser uma constante companheira. Além das notícias sobre a crise mundial que anuncia o apocalipse do neoliberalismo, sem nenhuma cerimônia nos vemos atropelados, desrespeitados e, o pior, ignorados por quem deveria manter a ordem.

Em Santa Catarina, assistimos cenas assustadoras de voluntários e militares do Exército se apossando não apenas dos donativos vindos do Brasil inteiro, mas da crença na corrente da solidariedade. Diante daquela barbaridade, senti que estavam roubando de nós o poder de tornar o mundo “menos pior”.
No Espírito Santo, mais um exemplo da falência da Justiça, onde o presidente do TJ, desembargadores, juízes e advogados são presos, acusados de negociar sentenças.
Em Goiás, a falácia e a malícia usaram o período eleitoral para ludibriar e anular cidadãos, acabar com reputações e colocar em dúvida a história de vida de quem ainda acredita que a democracia se faz pautada na disputa de ideais e projetos políticos.

Falsear provas, limitar desrespeitosamente o direito da ampla defesa e do contraditório, negar a existência das garantias e dos direitos fundamentais é inverter a lógica do ordenamento jurídico nacional.

A minha querida terra também viu brotar diversas barbaridades: cassação de direitos políticos, imputação de multas astronômicas, anulação de votos e muita arrogância recheada de habilidade no falseamento da realidade. Matreirices com requinte de sofisticação.
A vontade popular foi sufocada. O ideal de que o poder deve emanar do povo foi amputado.

Nos resta acreditar na justiça, pois tenho a certeza de que esta não falhará.

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