Os avanços da indústria goiana
* Ozair José deputado estadual do PP e primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa de Goiás
Com economia baseada na agropecuária até a década de 1970, Goiás tem hoje outro perfil. Nos últimos 30 anos, o Estado se industrializou, o que é confirmado por diversos indicadores como a evolução do emprego na indústria, a arrecadação tributária, a participação no PIB nacional e a taxa de crescimento, que, no período de 1991 a 2006, foi 47,5% maior que a média do Brasil.
A indústria de Goiás registra um crescimento de 7% a 8% no emprego formal ao ano, tendência que começou a manifestar-se no início da década e que faz do Estado um dos que mais tem avançado na geração de empregos, no setor, em todo o País. Contribuem para esse cenário o programa de incentivos fiscais do governo e a própria situação econômica brasileira, que estimula a abertura de novas vagas de trabalho com a expansão do parque industrial.
Para chegar a essa nova configuração da economia, houve a contribuição de vários setores importantes, como a garantia de energia elétrica, com a conclusão da primeira etapa da Usina de Cachoeira Dourada, a construção de Brasília e de rodovias ligando Goiás ao Norte e Oeste do País, a inauguração do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) e o surgimento da política de estímulos e incentivos aos investimentos.
A primeira iniciativa de vulto a favor da industrialização é de 1950, quando o governo estadual tornou-se acionista do Frigorífico Goiás, em Anápolis. No período de 1958 a 1968, vigorou a lei 2000, que concedia isenção do Imposto sobre Vendas e Consignações, o que atraiu muitas empresas para o Estado. Em 1972, o governo começou a financiar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (na época, conhecido pela signa ICM) e, a partir do ano seguinte, passou a isentar novas indústrias do imposto.
Com o Fomentar, em 1984, o financiamento do ICM chegava a 70%. Depois, em 1997, veio o Crédito Especial para Investimentos, que usava parte do ICMS recolhido para novos projetos. Por último, veio a lei do produzir e seus derivativos, consolidando a política de incentivos fiscais, que ajudou Goiás a tornar-se um dos Estados mais promissores do País.
Nesse contexto, é preciso destacar o trabalho de Paulo Afonso Ferreira à frente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) que, ao longo dos anos, tem conduzido com eficiência a política industrial, buscando novas estratégias e novos mercados, o que resulta em maior produção e produtividade das nossas empresas.
No Sistema Federação das Indústrias do Estado de Goiás, Sesi, Senai, IEL e ICQ Brasil, há verdadeira obsessão de atendimento às indústrias locais ou que chegam. A busca de parceria com todas elas não pára.
Há de se considerar como poderoso agente estimulador de tanto crescimento a harmonia e o trabalho conjunto das principais entidades representativas dos setores produtivos, congregadas no Fórum das Entidades Empresariais de Goiás, em diálogo permanente com o poder público. Iniciativa privada e governo estão sempre atentos e ativos nessa missão.
Números e dados fornecidos pela Fieg revelam a existência de 13 mil empresas industriais, geradoras de 220 mil empregos formais em Goiás, tendo como principais segmentos: alimentos, álcool e açúcar, químico e farmacêutico, moda e eletrometalmecânica. Nossa capacidade instalada de esmagamento, refino e embalagem de soja responde por 13,2% da produção brasileira.
A indústria de açúcar e álcool, segundo os levantamentos feitos, apresenta 28 usinas em operação, 26 em implantação e 47 projetos de outras indústrias aprovados, mas ainda não iniciados.
A indústria de carnes contabilizou, este ano, o abate de mais de 2,8 milhões de bovinos, mais de 1,1 milhões de suínos e mais de 200 milhões de aves.
O pólo farmacoquímico, por sua vez, conta com 23 indústrias e participa com 25% da produção brasileira.
Ponto essencial na atração de investimentos são nossos extraordinários recursos minerais que, neste momento, começam a transformar, econômica e socialmente, regiões como as de Niquelândia e Barro Alto. Níquel, titânio, cobre, nióbio, fosfato, calcário, ouro e amianto são algumas dessas referências.
Nosso parque industrial vai assim do simples ao mais sofisticado, com um setor automobilístico formado por duas montadoras de automóveis e uma de colheitadeiras, produzindo 35 mil unidades/ano, na previsão, para 2012, de 200 mil.
Sou testemunha do trabalho árduo que o governador Alcides Rodrigues realiza em favor do desenvolvimento econômico de nosso Estado. Todas as providências necessárias para impulsionar o crescimento da economia o governador adota e pede agilidade, o que tem sido correspondido pelo secretário Luiz Medeiros (Indústria e Comércio).
Com sua grande produção de leite, gado, tomate, sorgo, algodão, minérios, o Estado consegue manter um dinamismo que se destaca no cenário nacional. Segmentos não tradicionais da economia local vêm ganhando importante destaque, o que contribui para a diversificação da indústria goiana. É o caso, por exemplo, do setor sucroalcooleiro, no qual Goiás tem-se tornado pólo de desenvolvimento depois de verdadeiro boom vivido na área.
Com economia baseada na agropecuária até a década de 1970, Goiás tem hoje outro perfil. Nos últimos 30 anos, o Estado se industrializou, o que é confirmado por diversos indicadores como a evolução do emprego na indústria, a arrecadação tributária, a participação no PIB nacional e a taxa de crescimento, que, no período de 1991 a 2006, foi 47,5% maior que a média do Brasil.
A indústria de Goiás registra um crescimento de 7% a 8% no emprego formal ao ano, tendência que começou a manifestar-se no início da década e que faz do Estado um dos que mais tem avançado na geração de empregos, no setor, em todo o País. Contribuem para esse cenário o programa de incentivos fiscais do governo e a própria situação econômica brasileira, que estimula a abertura de novas vagas de trabalho com a expansão do parque industrial.
Para chegar a essa nova configuração da economia, houve a contribuição de vários setores importantes, como a garantia de energia elétrica, com a conclusão da primeira etapa da Usina de Cachoeira Dourada, a construção de Brasília e de rodovias ligando Goiás ao Norte e Oeste do País, a inauguração do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) e o surgimento da política de estímulos e incentivos aos investimentos.
A primeira iniciativa de vulto a favor da industrialização é de 1950, quando o governo estadual tornou-se acionista do Frigorífico Goiás, em Anápolis. No período de 1958 a 1968, vigorou a lei 2000, que concedia isenção do Imposto sobre Vendas e Consignações, o que atraiu muitas empresas para o Estado. Em 1972, o governo começou a financiar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (na época, conhecido pela signa ICM) e, a partir do ano seguinte, passou a isentar novas indústrias do imposto.
Com o Fomentar, em 1984, o financiamento do ICM chegava a 70%. Depois, em 1997, veio o Crédito Especial para Investimentos, que usava parte do ICMS recolhido para novos projetos. Por último, veio a lei do produzir e seus derivativos, consolidando a política de incentivos fiscais, que ajudou Goiás a tornar-se um dos Estados mais promissores do País.
Nesse contexto, é preciso destacar o trabalho de Paulo Afonso Ferreira à frente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) que, ao longo dos anos, tem conduzido com eficiência a política industrial, buscando novas estratégias e novos mercados, o que resulta em maior produção e produtividade das nossas empresas.
No Sistema Federação das Indústrias do Estado de Goiás, Sesi, Senai, IEL e ICQ Brasil, há verdadeira obsessão de atendimento às indústrias locais ou que chegam. A busca de parceria com todas elas não pára.
Há de se considerar como poderoso agente estimulador de tanto crescimento a harmonia e o trabalho conjunto das principais entidades representativas dos setores produtivos, congregadas no Fórum das Entidades Empresariais de Goiás, em diálogo permanente com o poder público. Iniciativa privada e governo estão sempre atentos e ativos nessa missão.
Números e dados fornecidos pela Fieg revelam a existência de 13 mil empresas industriais, geradoras de 220 mil empregos formais em Goiás, tendo como principais segmentos: alimentos, álcool e açúcar, químico e farmacêutico, moda e eletrometalmecânica. Nossa capacidade instalada de esmagamento, refino e embalagem de soja responde por 13,2% da produção brasileira.
A indústria de açúcar e álcool, segundo os levantamentos feitos, apresenta 28 usinas em operação, 26 em implantação e 47 projetos de outras indústrias aprovados, mas ainda não iniciados.
A indústria de carnes contabilizou, este ano, o abate de mais de 2,8 milhões de bovinos, mais de 1,1 milhões de suínos e mais de 200 milhões de aves.
O pólo farmacoquímico, por sua vez, conta com 23 indústrias e participa com 25% da produção brasileira.
Ponto essencial na atração de investimentos são nossos extraordinários recursos minerais que, neste momento, começam a transformar, econômica e socialmente, regiões como as de Niquelândia e Barro Alto. Níquel, titânio, cobre, nióbio, fosfato, calcário, ouro e amianto são algumas dessas referências.
Nosso parque industrial vai assim do simples ao mais sofisticado, com um setor automobilístico formado por duas montadoras de automóveis e uma de colheitadeiras, produzindo 35 mil unidades/ano, na previsão, para 2012, de 200 mil.
Sou testemunha do trabalho árduo que o governador Alcides Rodrigues realiza em favor do desenvolvimento econômico de nosso Estado. Todas as providências necessárias para impulsionar o crescimento da economia o governador adota e pede agilidade, o que tem sido correspondido pelo secretário Luiz Medeiros (Indústria e Comércio).
Com sua grande produção de leite, gado, tomate, sorgo, algodão, minérios, o Estado consegue manter um dinamismo que se destaca no cenário nacional. Segmentos não tradicionais da economia local vêm ganhando importante destaque, o que contribui para a diversificação da indústria goiana. É o caso, por exemplo, do setor sucroalcooleiro, no qual Goiás tem-se tornado pólo de desenvolvimento depois de verdadeiro boom vivido na área.