Esther Bertoletti
A bancada do PMDB vai apresentar requerimento à Mesa Diretora para conceder o título de cidadania goiana para a pesquisadora baiana Esther Caldas Guimarães Bertoletti, que foi coordenadora geral do projeto de microfilmagem que resgatou os documentos históricos de Goiás no Arquivo Ultramarino, em Lisboa, Portugal.
O líder do PMDB, deputado José Nelto, recebeu a visita do membro da Academia Goiana de Letras, José Mendonça Teles, na tarde desta terça-feira. O acadêmico apresentou ao deputado a imensa contribuição do plano de microfilmagem, que foi realizado em todo o País, para o patrimônio histórico de Goiás.
José Nelto, junto aos deputados peemedebistas José Essado, Adriete Elias e Luiz Carlos do Carmo, vai apresentar um projeto de lei que concede o título de cidadania goiana a Esther Bertoletti. A matéria deverá ser entregue durante a autoconvocação da Assembléia Legislativa, em janeiro de 2009.
Ligação
José Mendonça Teles, que foi o coordenador do plano de microfilmagem em Goiás e no Piauí, disse que Esther Bertoletti possui grande ligação com o Estado. De acordo com ele, a pesquisadora tem recebido homenagens em todos os estados brasileiros e seu trabalho foi de grande importância para a pesquisa história goiana.
"Há poucos dias, lancei um livro sobre a coluna Prestes em Goiás. Há dez anos, pedi à professora Esther Bertoletti que me encaminhasse um documento de um padre que aderiu à marcha quando esta passou por Caiapônia. Ele seria preso na Bahia, mas receberia o habeas corpus no Rio de Janeiro. Ela me encaminhou o documento, que era um diário do padre, no ano passado. Graças ao material, consegui concluir o livro após 27 anos de pesquisa", afirmou José Mendonça Teles.
José Nelto disse que a entrega do título de Cidadania para Esther Bertoletti será um grande evento. "Vamos convidar todas as entidades culturais e os intelectuais goianos para prestigiarem o trabalho desta valoroza pesquisadora, que muito contribuiu para a história de Goiás", afirmou o peemedebista.
Esther Caldas Guimarães Bertoletti nasceu em Coaraci, na Bahia. A pesquisadora é formada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1965, e em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 1964. É técnica consultora em documentação da Fundação Biblioteca Nacional.
A pesquisadora possui cursos de pós-graduação no exterior, com destaque o de "Mercados Comuns - Europa - América Latina", pela Universidade Católica PRO DEO/Istituto di Studi Europei Alcide de Gasperi, em Roma, Itália. Também concluiu os créditos do mestrado em Administração de Centros Culturais, pela Uni-Rio, entre 1989-1990; e o doutorado em Direito Público, pela UFRJ, entre 1966/1967.
Esther Bertoletti trabalhou em diversos projetos de microfilmagem de documentos históricos pela Fundação Casa de Rui Barbosa, Biblioteca Nacional, Fundação Getúlio Vargas e Arquivo Nacional. Coordenou e implantou, por meio das entidades acima citadas e a Fundação Ford, o Plano Nacional de Microfilmagem de Periódicos Brasileiros, da Secretaria da Cultura do MEC.
O plano de microfilmagem estendeu-se em Goiás, que obteve todos os documentos históricos que haviam no Arquivo Ultramarino, e Lisboa, entre o período de 1731 e 1808. A atividade de pesquisa rendeu a Esther Bertoletti diversos títulos e prêmios, entre os quais receberá o título de cidadania de Goiás.