Discordância
Durou mais de duas horas o debate sobre o Orçamento do Estado para 2009, realizado na Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia. O relatório do deputado Carlos Silva (PP) foi aprovado, não sem antes provocar discussão entre deputados governistas e de oposição.
Dois pontos provocaram polêmica: o relatório de Carlos Silva, que rejeitou a maioria das emendas apresentadas, e o fato de o Regimento Interno não permitir a concessão de pedido de vista à proposta orçamentária. O deputado Mauro Rubem (PT) chegou a anunciar que vai entrar com um mandado de segurança contra a votação da Lei Orçamentária de 2009, já que lhe foi negado um pedido de vista.
Thiago Peixoto (PMDB) disse que o Orçamento não poderia ser "votado a toque de caixa". “Recebemos o Orçamento na segunda-feira, o relatório foi entregue hoje (quarta-feira) e temos de votar sem nem poder pedir vista", argumentou.
Líder do PMDB, o deputado José Nelto informou que o seu partido concordava com o relatório. "Se o regimento permitisse, seria melhor votar isso em outro dia, e a bancada do PMDB estaria sempre dando quórum para a votação do orçamento", destacou.
Logo depois da aprovação, o líder do Governo, Evandro Magal (PSDB), agradeceu o apoio da base aliada, em nome do governador Alcides Rodrigues (PP). A proposta sofreu uma redução de R$ 1,1 bilhão. Inicialmente, a matéria estava orçada no valor global de R$ 13.6 bilhões, caindo para R$ 12.5 bilhões. O Governo retirou o projeto de pauta no início de dezembro, para rever a programação em função das dificuldades financeiras oriundas da crise econômica mundial. As Secretarias da Fazenda e Planejamento reavaliaram os números, reduzindo em 8,2% o valor original.