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Novos líderes, esperanças renovadas

08 de Janeiro de 2009 às 10:45
Artigo escrito pelo deputado Daniel Goulart (PSDB) e publicado no jornal "Diário da Manhã", edição de 07.01.2009.
* Daniel Goulart é deputado estadual e vice-presidente do PSDB goiano. Site: www.danielgoulart.com. E-mail: danielgoulart@assembleia.go.gov.br


A posse de prefeitos e vereadores é um momento de festa numa cidade. Seja ela uma metrópole ou um pacato município do interior. A chegada de um novo governante – ou mesmo de um novo mandato – renova a esperança e traz novos ares para o cotidiano do local. Ao presenciar a posse de alguns prefeitos do interior de Goiás, pude sentir, de perto, esse clima de expectativa pelo novo mandato que começa.

E o gosto desta festa tem sabor especial à comunidade devido à responsabilidade que ela tem para que a vitória exista. Afinal, vereadores e prefeitos foram eleitos através do voto. E é essa escolha das urnas a essência da democracia. Mesmo durante a campanha, é possível perceber como a participação popular é mais intensa quando se escolhem os representantes para o paço e para a câmara. As pessoas engajam em defesa do seu candidato. Elas saem às ruas, balançam bandeiras, colam o adesivo no peito. Por isso, a responsabilidade dos governantes é grande. Eles só ocupam esses cargos porque o povo quis e assim determinou.

O Executivo e o Legislativo municipal são os poderes mais próximos das pessoas, pois influenciam diretamente no cotidiano delas. Cada cidade tem sua câmara e sua prefeitura. O acesso a estes órgãos é fácil para o eleitor cobrar os projetos prometidos ou para levar até o seu representante os problemas do seu bairro. Teoricamente, se não fazem um bom trabalho, não voltam ao poder no próximo pleito. Num momento em que todos nós nos preocupamos com problemas sérios e que envolvem todo o mundo, como a crise econômica e financeira global, empossar seus novos representantes, com certeza, é uma ponta de esperança de dias melhores.

Partindo de uma prefeitura para uma das cadeiras mais importantes do mundo, um líder começa o ano à frente de uma das maiores potências mundiais, os Estados Unidos. Barack Obama assume a presidência norte-americana com a responsabilidade de ser um mártir. Além de ser o primeiro negro da história a estar neste posto, Obama tem um desafio digno da jornada de um herói, que precisa enfrentar inimigos para salvar o mundo. Talvez esses vilões sejam mais subjetivos. Tratam-se de números, especulações financeiras, crises e guerras. Mas falar que ele precisa salvar o mundo não é, nem de longe, exagero.

Achei curioso ouvir de pessoas, aqui mesmo em Goiânia, dizendo: “Não vejo a hora do Obama assumir o governo para ver se as coisas mudam.” Vivemos momentos de incerteza quanto ao futuro. Seja em âmbito econômico ou, até mesmo, ambiental. Em tempos de aquecimento global, pensar em que mundo vamos deixar os nossos filhos e netos é algo recorrente. Por isso, ouvir alguém depositar sua expectativa de dias melhores num governante que nem é o do seu país mostra o quanto os líderes influenciam nas nossas vidas. Seja um vereador ou o presidente dos Estados Unidos, são eles os responsáveis por um sentimento tão singelo do ser humano: a esperança.
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