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Proibição de coligações proporcionais divide deputados

27 de Janeiro de 2009 às 14:55

A proposta de por um fim às coligações proporcionais em eleições para deputados estaduais, federais e vereadores divide os deputados estaduais ouvidos pela Agência de Notícias da Assembleia. O deputado Misael Oliveira (PTB) é favorável ao projeto de lei do deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS). Já o deputado Fábio Sousa (PSDB) é totalmente contrário e o deputado Carlos Silva (PP) diz que é favorável, "desde que faça parte de uma reforma ampla".

Para Misael, o fim das coligações proporcionais vai fortalecer os partidos cada vez mais. "Acabam os partidinhos", pontua. Segundo ele, será a consolidação dos partidos de verdade, acabando aqueles que pouco contribuem. "Quem tiver mandato estará em um grande partido e quem não tiver, vai procurar pequenas legendas", prevê.

O pepista Carlos Silva concorda com Misael, mas é contra mudanças pontuais. "Podemos acabar com as coligações proporcionais, mas precisamos atuar também em outras questões, para a reforma não ficar manca", diz. Segundo ele, os formatos têm de ser "repaginados", sem alterar muito a estrutura partidária. Idéias como a coincidência de todas as eleições e fidelidade partidária agradam ao pepista. "Se não mexermos no global, não adiante mudar o pontual", afirma.

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), o tucano Fábio Sousa diz que a medida é maléfica, já que tira a "representatividade maior" que as coligações proporcionais dão à democracia. "Uma reforma de verdade tem de diminuir o número de partidos e não acabar com as coligações entre partidos", analisa.

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