Adriete Elias diz que hidrelétricas devem respeitar o meio ambiente
Goiás se prepara para ser o maior fornecedor de energia elétrica do País. Até 2010 15 novas usinas hidrelétricas entrarão em funcionamento. Se por um lado, os novos empreendimentos trazem mais desenvolvimento e riqueza, por outro ameaçam ainda mais o cerrado. O impacto ambiental dos projetos já rendeu ações na justiça e negativas de licenças, conforme foi publicado na imprensa.
Vice-presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia, a deputada Adriete Elias (PMDB) diz que não se pode abrir mão nem do desenvolvimento trazido com as hidrelétricas, nem do respeito ao meio ambiente. “Na minha opinião, progresso e respeito à natureza podem andar juntos”, afirma.
Como exemplo positivo, cita a hidrelétrica da Serra do Facão, que está sendo construída em sua região (sudeste do Estado), entre Davinópolis e Catalão, na divisa dos estados de Goiás e Minas Gerais. “Lá, eles construíram até um viveiro com todas as árvores do cerrado", comenta. A deputada sugere que as agências reguladoras e fiscalizadoras atuem com mais rigor para evitar problemas de impacto ambiental.
A Usina Hidrelétrica Serra do Facão começa a operar no ano que vem. Vai gerar 210 megawatts de energia, o suficiente para abastecer uma cidade com 1,5 milhão de habitantes. Os investimentos atingem cerca de R$ 800 milhões. O empreendimento está sendo construído sob a responsabilidade da Serra do Facão Energia S.A.-SEFAC, empresa formada por Furnas Centrais Elétricas S.A., Alcoa Alumínio S.A., Camargo Corrêa Energia e DME Energética.