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Deputada pede estudos mais profundos sobre o salário mínimo

03 de Fevereiro de 2009 às 10:59

Desde o último domingo, o salário mínimo nacional passou de R$ 415 para R$ 465. O valor está bem abaixo do que é recomendado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos  (Dieese) para atender as necessidade básicas de uma família: R$ 2.014,73, segundo levantamento feito em outubro do ano passado. Mas, por outro lado, os R$ 50 de aumento trazem grande impacto para pequenos empresários,  empregadores e para as contas públicas. Só na Previdência são R$ 7,9 bilhões a mais neste ano de 2009.

A deputada Adriete Elias (PMDB) acha que a questão dos aumentos do salário mínimo está sempre rodeada de polêmica. “É pouco para quem recebe e onera quem paga”, define. Ela lembra que, do lado do trabalhador, a dificuldade aumenta por causa da inflação, que está apenas camuflada, “mas existe e corrói os salários”.

A situação, explica Adriete Elias, piora, ainda mais, por causa da crise que atinge o mundo, no momento, e traz o fantasma do desemprego. “O Governo finalmente admitiu que a crise existe. E o trabalhador, mais uma vez, está sofrendo”, comenta. A peemedebista acha que uma solução para o dilema poderia ser encontrada com estudos mais aprofundados sobre o tema, que pudessem diagnosticar o impacto dos aumentos para a União, os Estados, os municípios e também para os empregadores.  

Em abril de 2003, primeiro ano do Governo Lula, o salário mínimo passou de R$ 200 para R$ 240. Antes deste último aumento, valia R$ 415. E com os R$ 465, ganha um aumento real de 6,39% acima da inflação. Em seis anos, a evolução foi de cerca de 72%.

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