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Irrigação de várzeas, o caminho para a produção de alimentos

09 de Fevereiro de 2009 às 09:53
Os projetos do Governo para ampliar a produção de alimentos. Este foi o tema abordado pelo deputado Iso Moreira (PSDB), em artigo publicado no jornal "Diário da Manhã", edição de 13.01.2009.
* Iso Moreira é deputado estadual pelo PSDB


O governador Alcides Rodrigues apresentou ao presidente Lula um plano para aumentar a produção nacional de arroz em até 10%, e a de trigo em até 20%, ampliando em cinco vezes a produção agrícola de Goiás. Sob o título de Proposta de Goiás: mais comida para o povo, o documento é “uma contribuição para a solução rápida e eficiente da problemática do abastecimento interno”. O governador sugere medidas que vão intensificar a utilização de várzeas nos vales do Rio Araguaia e do Rio Paranã.

Segundo o governador, Goiás poderá alcançar um total aproximado de 2,2 milhões de toneladas de trigo, desde que sejam incorporadas ao processo produtivo as terras altas goianas, além dos atuais 185 mil hectares hoje em exploração. Devem ser incorporados mais 765 mil hectares de terras férteis do Vale do Rio Paranaíba, irrigáveis na sua totalidade por pivô central. O potencial de produção destas áreas corresponde a 20% do atual consumo brasileiro desse cereal.

Todos os projetos de irrigação elencados no documento enviado ao presidente da República foram exaustivamente estudados pelos governos estadual e federal, via Prodiat e Embrapa, e contam com apoio da Faeg – Federação da Agricultura do Estado de Goiás. Os projetos de irrigação dos vales Araguaia e Paranã fazem parte das obras prioritárias do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.

Goiás tem uma vasta disponibilidade de solos aptos para a agricultura irrigada e tem desenvolvido projetos que já apresentam excelentes resultados e de alta produtividade, além de ter acumulado grande experiência tecnológica.

Estudos realizados nos vales do Araguaia e Paranã evidenciaram que uma forma inteligente e barata de utilização dos recursos hídricos para a agricultura irrigada é a construção de barramentos nos vários rios e córregos da região, visando acumulação de água em cotas elevadas, associadas a solos irrigáveis situados à jusante, em altitudes menores, formando lavouras que podem ser abastecidas por gravidade.

Além de acumular água, esses barramentos são os reguladores do fluxo de água, garantindo a perenidade dos rios e riachos. O governo de Goiás instituiu, no contexto do Plano Plurianual 2008/2011, o Programa Goiás Irrigar, para promover a agricultura irrigada com inovações tecnológicas, visando ganhos de produtividade e aumento da competitividade. O objetivo central do programa é não só a ampliação das exportações de produtos agrícolas, mas, também, abastecer satisfatoriamente o mercado interno nacional.

O programa, por meio de projetos de irrigação, desenvolve ações integradas a partir de uma visão sistêmica, envolvendo produtores rurais, agroindústrias, instituições públicas e privadas e serviços especializados do setor rural, orientados para o incremento sustentado dos níveis de produção e produtividade, objetivando eficiência econômica nas cadeias de produção e bem-estar social à população.
Um projeto estratégico que se encontra em implantação e que interessa muito à população do Nordeste Goiano é o denominado Irrigação de Flores de Goiás.

Localizado nos municípios de Formosa, São João D’Aliança e Flores de Goiás, o projeto tem como fonte hídrica o Rio Paranã e nove afluentes da margem direita da Bacia Hidrográfica do Rio Tocantins, visando à irrigação de uma superfície agrícola útil de 26.500 ha. O projeto prevê a instalação de um sistema de captação e distribuição de água, envolvendo dois barramentos pulmão (Barragen do Rio Paranã e Barragem do Rio Macacão), um canal em nível com 109,1 km interligando esses barramentos, e oito barramentos intermediários formados pelo canal e diversas tomadas d’água para garantir o suprimento de água às áreas irrigadas.

Outro importante projeto do governo de Goiás é o Irrigação Rio Corrente, localizado do município de Iaciara, também no Nordeste Goiano, tendo como fonte hídrica o Rio Corrente, da Bacia Hidrográfica do Rio Tocantins, visando à irrigação de uma superfície agrícola útil de 24.690 ha. O Estado de Goiás elaborou o projeto básico e está negociando com o Ministério da Integração Nacional a celebração de convênio, visando o financiamento para elaboração do projeto executivo a e consequente implementação. A execução do Projeto Irrigação Rio Corrente vai possibilitar a ocupação por 1.146 produtores, em sua maioria pequenos e uma parte de médios e grandes empresários rurais que incrementarão a produção de grãos, frutas e hortaliças.

O Projeto Santa Maria, também localizado no município de Flores de Goiás, no Nordeste Goiano, na margem esquerda do Rio Santa Maria, junto à sua confluência com o Rio Corrente, afluente à margem direita do Rio Paraná, na Bacia Hidrográfica do Rio Tocantins, também é muito importante. O potencial hidroagrícola foi identificado em 1983, no Programa de Desenvolvimento Integrado do Vão do Paranã, que projetou uma área irrigável de 6.500 ha, com a regularização da vazão do Rio Santa Maria, através da construção de duas barragens, sendo uma no Rio Gameleira e outra no próprio Rio Santa Maria.

O Projeto São Mateus está localizado nos municípios de Guarani de Goiás, Iaciara e São Domingos, entre os rios São Mateus, Água Quente e Paranã, na Bacia Hidrográfica do Tocantins. A projeção é de uma área irrigável de 40.000 ha, com a construção de uma barragem de acumulação no Rio São Mateus.

O Projeto São Domingos, localizado no município de São Domingos, entre os rios São Domingos e São Vicente, junto à sua confluência com o Rio Corrente, afluente à margem direita do Rio Paranã, na Bacia Hidrográfica do Tocantins, foi projetado uma área irrigável de 60.000 ha, com a construção de barragens de acumulação nos rios São Domingos e São Vicente.
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