A violência motivada pelas drogas
* Padre Ferreira é deputado estadual e líder do PSDB na Assembleia. www.padreferreira.com.br
Em Goiânia, na porta de uma boate, um jovem dispara uma arma de fogo 20 vezes e mata um estudante universitário. Em Aparecida de Goiânia, dois adolescentes aparecem mortos no meio de uma estrada vicinal. Em Rio Verde, briga entre jovens termina com um assassinato. Nos três crimes, além da juventude das vítimas, a característica principal é o envolvimento com drogas.
Em Goiás, bem como no resto do País, metade dos crimes violentos contra jovens é motivado pelo tráfico e uso de substâncias entorpecentes. São homens e mulheres que se matam na disputa por pontos de venda de drogas, bem como na luta diária para se conseguir dinheiro para alimentar o vício e comprar maconha, cocaína e crack.
O vício leva o cidadão ao ponto de matar outra pessoa para comprar uma pedra de crack, que, às vezes, não custa R$ 5. Sem falar nos lares destruídos, pais amargurados. Recentemente, vi na TV o drama de uma mãe. Ela disse que o filho chegou a vender até os fios da rede elétrica da casa para comprar droga. Contou ainda que tinha medo de chegar em casa após o trabalho e ser morta pelo adolescente, de apenas 13 anos.
O crescimento assustador do número de usuários de droga reflete diretamente na violência. Em Goiânia, no ano passado, a Polícia Civil informa que o número de assassinatos aumentou em 40%. Metade das vítimas era de jovens, entre 18 e 30 anos, envolvidos com droga. A maior parte dos crimes ocorreu nos finais de semana, quando jovens deixam suas casas para se divertirem.
Diminuir o consumo e o tráfico de entorpecentes é um desafio não só para o poder público, mas também para a sociedade. É preciso que nossas crianças e adolescentes trilhem outro caminho, que se dirijam para atividades saudáveis, como a prática de esportes e o estudo. Só assim ficarão mais longe das armadilhas colocadas por traficantes.
A construção de espaços de lazer nas pequenas, médias e grandes cidades do País é uma boa alternativa para mudar o rumo de nossas crianças. Mas têm de ser locais que realmente funcionem, com profissionais preparados para receber os interessados. A falta de ocupação leva as pessoas a caminhos tortuosos. E isso não é diferente com adolescentes.
A unidade familiar também necessita de ser mais bem estruturada, melhor pensada. Pais e mães têm de assumir, de fato, a criação dos filhos, mesmo que estejam separados, e não deixar para “terceiros” esta grande responsabilidade. Por mais que a vida moderna tente separar a família, mecanismos alternativos precisam ser criados. Não é porque o pai e/ou a mãe trabalham o dia todo que a família não possa se encontrar, conversar, discutir. Existem os finais de semana, horários de almoço, do jantar. Basta um pouco mais de organização e comprometimento.
Marque o almoço ou jantar em horário determinados, com a presença obrigatória da família. Faça passeios em conjunto. Fique próximo ao seu filho. Seja pai ou mãe, de verdade.
Só o trabalho ostensivo da polícia, a repressão ao tráfico de drogas e a ajuda de psicólogos e terapeutas não é suficiente para mudar esta realidade – se fosse, em países de primeiro mundo, como os Estados Unidos, não existiriam drogas; pelo contrário, os EUA são o maior mercado consumidor de entorpecentes do mundo, principalmente de cocaína.
É necessário um trabalho conjunto, em que a família tem papel importante ao lado do poder público. Os pais que são amigos dos filhos colocam uma barreira muito grande entre o jovem e as drogas, quase que intransponível. Quem cria o filho solto, no mundo, deixa uma brecha gigantesca para a violência.
Em Goiânia, na porta de uma boate, um jovem dispara uma arma de fogo 20 vezes e mata um estudante universitário. Em Aparecida de Goiânia, dois adolescentes aparecem mortos no meio de uma estrada vicinal. Em Rio Verde, briga entre jovens termina com um assassinato. Nos três crimes, além da juventude das vítimas, a característica principal é o envolvimento com drogas.
Em Goiás, bem como no resto do País, metade dos crimes violentos contra jovens é motivado pelo tráfico e uso de substâncias entorpecentes. São homens e mulheres que se matam na disputa por pontos de venda de drogas, bem como na luta diária para se conseguir dinheiro para alimentar o vício e comprar maconha, cocaína e crack.
O vício leva o cidadão ao ponto de matar outra pessoa para comprar uma pedra de crack, que, às vezes, não custa R$ 5. Sem falar nos lares destruídos, pais amargurados. Recentemente, vi na TV o drama de uma mãe. Ela disse que o filho chegou a vender até os fios da rede elétrica da casa para comprar droga. Contou ainda que tinha medo de chegar em casa após o trabalho e ser morta pelo adolescente, de apenas 13 anos.
O crescimento assustador do número de usuários de droga reflete diretamente na violência. Em Goiânia, no ano passado, a Polícia Civil informa que o número de assassinatos aumentou em 40%. Metade das vítimas era de jovens, entre 18 e 30 anos, envolvidos com droga. A maior parte dos crimes ocorreu nos finais de semana, quando jovens deixam suas casas para se divertirem.
Diminuir o consumo e o tráfico de entorpecentes é um desafio não só para o poder público, mas também para a sociedade. É preciso que nossas crianças e adolescentes trilhem outro caminho, que se dirijam para atividades saudáveis, como a prática de esportes e o estudo. Só assim ficarão mais longe das armadilhas colocadas por traficantes.
A construção de espaços de lazer nas pequenas, médias e grandes cidades do País é uma boa alternativa para mudar o rumo de nossas crianças. Mas têm de ser locais que realmente funcionem, com profissionais preparados para receber os interessados. A falta de ocupação leva as pessoas a caminhos tortuosos. E isso não é diferente com adolescentes.
A unidade familiar também necessita de ser mais bem estruturada, melhor pensada. Pais e mães têm de assumir, de fato, a criação dos filhos, mesmo que estejam separados, e não deixar para “terceiros” esta grande responsabilidade. Por mais que a vida moderna tente separar a família, mecanismos alternativos precisam ser criados. Não é porque o pai e/ou a mãe trabalham o dia todo que a família não possa se encontrar, conversar, discutir. Existem os finais de semana, horários de almoço, do jantar. Basta um pouco mais de organização e comprometimento.
Marque o almoço ou jantar em horário determinados, com a presença obrigatória da família. Faça passeios em conjunto. Fique próximo ao seu filho. Seja pai ou mãe, de verdade.
Só o trabalho ostensivo da polícia, a repressão ao tráfico de drogas e a ajuda de psicólogos e terapeutas não é suficiente para mudar esta realidade – se fosse, em países de primeiro mundo, como os Estados Unidos, não existiriam drogas; pelo contrário, os EUA são o maior mercado consumidor de entorpecentes do mundo, principalmente de cocaína.
É necessário um trabalho conjunto, em que a família tem papel importante ao lado do poder público. Os pais que são amigos dos filhos colocam uma barreira muito grande entre o jovem e as drogas, quase que intransponível. Quem cria o filho solto, no mundo, deixa uma brecha gigantesca para a violência.