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Júlio da Retífica diz que BNDES vai salvar Celg

09 de Fevereiro de 2009 às 10:52

Membro da Comissão de Minas e Energia, o deputado Júlio da Retífica (PSDB) diz que o empréstimo de R$ 1,2 bilhão prometido pelo presidente Lula (PT) ao governador Alcides Rodrigues para (PP) socorrer a Celg tem que ser liberado com rapidez para que a situação da empresa não piore mais.

O deputado lembra que as dívidas da empresa chegam hoje a R$ 1,3 bilhões. Para o tucano, a defasagem no preço das tarifas, que hoje estaria em 10%, e os empréstimos contraídos a juros mais caros de bancos privados, fazem a empresa perder muito dinheiro. Segundo seus cálculos, só com os preços defasados cobrados pela energia, os prejuízos chegariam a R$ 30 milhões por mês. “De todo jeito, a Celg está perdendo dinheiro”. afirma.

O deputado lembra que Goiás cresce acima da média nacional e a empresa está sem condições de ampliar o fornecimento de energia por causa da falta de recursos para investimentos. Uma dificuldade que, segundo ele, fica ainda maior em regiões mais distantes, como a sua, Porangatu, uma das regiões onde vem sendo registradas mais quedas.

A liberação dos recursos foi prometida por Lula, mas ainda depende de negociações políticas, conforme tem sido noticiado na imprensa. O deputado acha isso normal. “Tudo na vida depende de política. Não existe nada no mundo que não passe por ela”, resume. Ele lembra que o Governo Federal já socorreu bancos que estavam em situação pior que a da empresa goiana. “A Celg é a maior do Centro Oeste e é viável. É normal que o Estado brasileiro socorra um ente federativo. Mas é preciso celeridade nesse processo”, cobra.

Júlio da Retífica diz que com o empréstimo de R$ 1,2 bilhão, prometido por Lula via BNDES, em encontro realizado com Alcides na última sexta-feira, dia 6, as dívidas da empresa, que hoje chegariam a R$ 1,3 bilhões poderão ser sanadas. “Com isso, as tarifas poderão reajustadas e a empresa terá condições de captar dinheiro mais barato no mercado”, conclui.

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