A ferrovia que vai gerar empregos no Nordeste Goiano
* Iso Moreira é deputado estadual pelo PSDB
Com 3,1 mil quilômetros de extensão, 944 deles em Goiás, a Ferrovia Norte-Sul ganha novo traçado do ramal no Sudoeste do Estado. Ao todo, a nova planta, que passa próximo a Ouro Verde (GO) e vai até Estrela D’Oeste (SP), tem 666 quilômetros a mais. A novidade corresponde a investimento de R$ 2,2 bilhões, somando ainda a criação de mais 10 mil empregos diretos. Início das obras será em agosto. Conclusão do novo trecho estava prevista para 2011, mas pode ser entregue ainda em dezembro de 2010.
A Ferrovia Norte-Sul e sua introdução na economia dos três Estados (Goiás, Tocantins e Maranhão) podem gerar, segundo estudos da Valec, cerca de 750 mil empregos diretos e indiretos. Isto inclui a atração de empresas para a região. A obra foi projetada para promover o desenvolvimento sustentável do Brasil Central, com seu 1,8 milhão de quilômetros quadrados de cerrados, sendo 58% agricultáveis.
O início das obras foi anunciado pelo governador Alcides Rodrigues, juntamente com o secretário de Planejamento, Oton Nascimento Júnior, e o presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha. Além do trecho goiano, foi anunciada, ainda, a construção do novo ramal, que vai de Ilhéus, na Bahia, até Figueirópolis, no Tocantins, conectando-se à Norte-Sul. Esse trecho é extremamente importante para Goiás. Corta o coração do Estado da Bahia e passa por importante região no Estado, lembra Alcides Rodrigues.
Oton Nascimento ressalta que a obra é muito importante para Goiás porque passa no Nordeste Goiano, uma das regiões mais carentes do Estado. “Teremos agora a ferrovia passando próximo a Posse e Campos Belos, dando alternativa de exportação até o porto de Ilhéus; isso é um símbolo muito importante para todo o Estado.” Juntos, os dois trechos vão gerar cerca de 50 mil empregos, totalizando 150 mil em toda a via férrea.
Em Goiás, 500 quilômetros já se encontram em construção. De acordo com o presidente da Valec, o novo traçado da obra já está sendo projetado. “Já estou com os projetos baixos em andamento, que devem terminar no final de março ou início de abril. No mais tardar no começo de maio, as licitações e obras estarão todas concluídas”, avalia. Explica que a ferrovia é desenvolvida para transporte de cargas, mas com apelos populares, que já existem, no futuro, há a possibilidade de inclusão de vagões de passageiros. “Isso será estudado, mas futuramente”, informa.
A Norte-Sul concluída poderá absorver cerca de 30% do volume de carga hoje transportado pelas principais rodovias que ligam o Norte ao Sul do País. Segundo dados da Valec, após seu término, a ferrovia poderá transportar anualmente 12,4 milhões de toneladas de carga. O custo médio por tonelada ficará, a longo prazo, em torno de 15 dólares por mil toneladas por quilômetro (US$ 15/1.000 t.km). Isto significa menos da metade do custo do frete rodoviário. Isto porque o frete será pago para o trecho entre Anápolis e Itaqui com aproximadamente 2.400 km. Hoje o frete de Anápolis a Santos é de 1.100 km mais 4.500 km pela costa entre Santos e Itaqui. Diferença de 3.200 km de frete a menos e cerca de seis dias de viagem.
Quando concluída, a Norte-Sul terá cerca de dois mil quilômetros de extensão ligando as cidades de Anápolis (Goiás) a Açailândia, no Maranhão. Nesta cidade, a ferrovia se encontra com a Estrada de Ferro Carajás até o Porto do Itaqui, próximo à cidade de São Luís (MA). Este porto, o de maior calado em todo o mundo, é o local onde atracam os maiores cargueiros de minérios existentes no planeta e que são usados para o transporte de ferro até o porto de Roterdã, na Holanda.
No Estado de Goiás, a Ferrovia Norte-Sul terá 510 quilômetros de Anápolis a Porangatu. Ela será parte integrante do sistema ferroviário nacional, conectando-se com a Estrada de Ferro Carajás (EFC) ao Norte a ao Sul com a FCA - Ferrovia Centro-Atlântico. Através desta ferrovia, a FNS terá, a partir do Porto Seco de Anápolis, possibilidades de acesso às cidades de Belo Horizonte, Salvador, Vitória, São Paulo, Rio de Janeiro e Santos.
Com 3,1 mil quilômetros de extensão, 944 deles em Goiás, a Ferrovia Norte-Sul ganha novo traçado do ramal no Sudoeste do Estado. Ao todo, a nova planta, que passa próximo a Ouro Verde (GO) e vai até Estrela D’Oeste (SP), tem 666 quilômetros a mais. A novidade corresponde a investimento de R$ 2,2 bilhões, somando ainda a criação de mais 10 mil empregos diretos. Início das obras será em agosto. Conclusão do novo trecho estava prevista para 2011, mas pode ser entregue ainda em dezembro de 2010.
A Ferrovia Norte-Sul e sua introdução na economia dos três Estados (Goiás, Tocantins e Maranhão) podem gerar, segundo estudos da Valec, cerca de 750 mil empregos diretos e indiretos. Isto inclui a atração de empresas para a região. A obra foi projetada para promover o desenvolvimento sustentável do Brasil Central, com seu 1,8 milhão de quilômetros quadrados de cerrados, sendo 58% agricultáveis.
O início das obras foi anunciado pelo governador Alcides Rodrigues, juntamente com o secretário de Planejamento, Oton Nascimento Júnior, e o presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha. Além do trecho goiano, foi anunciada, ainda, a construção do novo ramal, que vai de Ilhéus, na Bahia, até Figueirópolis, no Tocantins, conectando-se à Norte-Sul. Esse trecho é extremamente importante para Goiás. Corta o coração do Estado da Bahia e passa por importante região no Estado, lembra Alcides Rodrigues.
Oton Nascimento ressalta que a obra é muito importante para Goiás porque passa no Nordeste Goiano, uma das regiões mais carentes do Estado. “Teremos agora a ferrovia passando próximo a Posse e Campos Belos, dando alternativa de exportação até o porto de Ilhéus; isso é um símbolo muito importante para todo o Estado.” Juntos, os dois trechos vão gerar cerca de 50 mil empregos, totalizando 150 mil em toda a via férrea.
Em Goiás, 500 quilômetros já se encontram em construção. De acordo com o presidente da Valec, o novo traçado da obra já está sendo projetado. “Já estou com os projetos baixos em andamento, que devem terminar no final de março ou início de abril. No mais tardar no começo de maio, as licitações e obras estarão todas concluídas”, avalia. Explica que a ferrovia é desenvolvida para transporte de cargas, mas com apelos populares, que já existem, no futuro, há a possibilidade de inclusão de vagões de passageiros. “Isso será estudado, mas futuramente”, informa.
A Norte-Sul concluída poderá absorver cerca de 30% do volume de carga hoje transportado pelas principais rodovias que ligam o Norte ao Sul do País. Segundo dados da Valec, após seu término, a ferrovia poderá transportar anualmente 12,4 milhões de toneladas de carga. O custo médio por tonelada ficará, a longo prazo, em torno de 15 dólares por mil toneladas por quilômetro (US$ 15/1.000 t.km). Isto significa menos da metade do custo do frete rodoviário. Isto porque o frete será pago para o trecho entre Anápolis e Itaqui com aproximadamente 2.400 km. Hoje o frete de Anápolis a Santos é de 1.100 km mais 4.500 km pela costa entre Santos e Itaqui. Diferença de 3.200 km de frete a menos e cerca de seis dias de viagem.
Quando concluída, a Norte-Sul terá cerca de dois mil quilômetros de extensão ligando as cidades de Anápolis (Goiás) a Açailândia, no Maranhão. Nesta cidade, a ferrovia se encontra com a Estrada de Ferro Carajás até o Porto do Itaqui, próximo à cidade de São Luís (MA). Este porto, o de maior calado em todo o mundo, é o local onde atracam os maiores cargueiros de minérios existentes no planeta e que são usados para o transporte de ferro até o porto de Roterdã, na Holanda.
No Estado de Goiás, a Ferrovia Norte-Sul terá 510 quilômetros de Anápolis a Porangatu. Ela será parte integrante do sistema ferroviário nacional, conectando-se com a Estrada de Ferro Carajás (EFC) ao Norte a ao Sul com a FCA - Ferrovia Centro-Atlântico. Através desta ferrovia, a FNS terá, a partir do Porto Seco de Anápolis, possibilidades de acesso às cidades de Belo Horizonte, Salvador, Vitória, São Paulo, Rio de Janeiro e Santos.