Voto facultativo para deficientes divide opiniões
O senador Mozarildo Cavalcante (PTB-RR) acaba de apresentar uma proposta de emenda constitucional (PEC) sugerindo que pessoas portadoras de deficiência que tenham dificuldade de locomoção passem a ter direito de escolher se querem ou não votar nas eleições.
O deputado Fábio Sousa (PSDB), presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), diz que é favorável ao fim da obrigatoriedade não só para os deficientes, mas como para todos os brasileiros. “Sou totalmente contra o voto obrigatório. Acho que o cidadão deve sim votar e escolher o melhor candidato. Mas numa democracia, ele tem direito inclusive de não ir lá votar”, resume.
Já o deputado Mauro Rubem (PT), vice-presidente da Comissão de Saúde, é contra a PEC de Mozarildo Cavalcante. Para o petista, a nova lei é ruim “tanto do ponto de vista da democracia, quanto dos deficientes”. “Seria uma forma de colocá-los no gueto. Primeiro eles não precisariam votar. Depois não precisariam ir à escola e assim por diante”, discorre.
A luta, continua o parlamentar, deve ser para que essas pessoas tenham acessibilidade. “Todo brasileiro tem responsabilidade de decidir sobre o país”, conclui.