Goiás pede restrição ao comércio de bebidas alcoólicas
* Padre Ferreira é deputado estadual e líder do PSDB na Assembleia
O resultado da Operação Legalidade mostra que é preciso discussão aprofundada sobre funcionamento de bares e horário de venda de bebidas alcoólicas no Estado. Segundo balanço da Polícia Militar, divulgado no último dia 26, em apenas 11 dias de atuação em Goiânia o número de homicídios caiu 60%, se comparado ao mesmo período do ano passado.
Ainda conforme as informações apresentadas pela PM, durante a operação houve redução de 30% das chamadas para o 190, número de emergência da PM. No primeiro final de semana posterior ao início da operação, o número de assassinatos caiu 25%. São números consideráveis, haja vista que não se deve medir esforços para poupar vidas.
Recentemente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostrou balanço no qual mostrava que diminuiu em 6,2% o número de acidentes com mortes nas rodovias federais que cortam o Estado – entre julho e novembro do ano passado e comparado ao mesmo período de 2007.
Os números mostram uma obviedade: o excesso no consumo de álcool não faz mal apenas para quem ingere, mas também para terceiros. Bebida não combina com direção e ainda motiva brigas em situações fúteis. Embriagado, o cidadão se torna mais valente, tem menos medo e age de maneira inconsequente. Isso ocorre tanto na direção de um veículo quanto em um bar, boate.
Só para citar um exemplo, um estudante universitário foi assassinado na porta de uma renomada boate em Goiânia. O atirador, que ainda está foragido, e seus amigos haviam consumido cerca de R$ 1,5 mil em bebidas alcoólicas no estabelecimento, e o grupo só estava indo embora, às 4 horas da manhã, porque a boate seria fechada. O jovem foi morto à queima-roupa, sem direito à defesa.
Por isso, defendo a restrição na venda de bebidas alcoólicas. É preciso que se tomem medidas mais duras para diminuir o número de homicídios não só em Goiânia, mas também em todo o Estado,. Principalmente no que tange ao horário de venda destes produtos aparentemente sociáveis. A sociedade já está cansada de ver seus jovens e adolescentes se matando todos os dias por causa de bebidas e drogas. Foram mais de 400 assassinatos na Capital só no ano passado. A maioria de jovens e ocorridos nas madrugadas de finais de semana.
O próprio secretário estadual de Segurança Pública, Ernesto Roller, em entrevista recente, defendeu a lei seca, principalmente nas regiões com altos índices de criminalidade. Concordo com o secretário. Em áreas mais problemáticas, mais fiscalização e restrição. Nas outras, pode-se diminuir o rigor, mas sempre com amparo legal.
Em algumas cidades goianas já funciona a lei seca, com comprovada redução dos índices de violência. No Distrito Federal também existe a proibição. Após determinado horário, que leva em conta o dia da semana, é proibido a venda de bebida alcoólica, sob pena de pagamento de multa pesada e até prisão do dono do estabelecimento comercial que estiver infringindo a lei.
O próprio Ministério Público já se manifestou em defesa da Operação Legalidade e da restrição ao horário de venda de bebidas alcoólicas. Se este é o caminho correto para preservar as vidas de nossos jovens, só o tempo dirá. Mas que é preciso fazer alguma coisa urgente, é preciso, porque, acima de tudo, o que está em jogo são vidas humanas, que, ceifadas, todos já conhecem a dor.
O resultado da Operação Legalidade mostra que é preciso discussão aprofundada sobre funcionamento de bares e horário de venda de bebidas alcoólicas no Estado. Segundo balanço da Polícia Militar, divulgado no último dia 26, em apenas 11 dias de atuação em Goiânia o número de homicídios caiu 60%, se comparado ao mesmo período do ano passado.
Ainda conforme as informações apresentadas pela PM, durante a operação houve redução de 30% das chamadas para o 190, número de emergência da PM. No primeiro final de semana posterior ao início da operação, o número de assassinatos caiu 25%. São números consideráveis, haja vista que não se deve medir esforços para poupar vidas.
Recentemente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostrou balanço no qual mostrava que diminuiu em 6,2% o número de acidentes com mortes nas rodovias federais que cortam o Estado – entre julho e novembro do ano passado e comparado ao mesmo período de 2007.
Os números mostram uma obviedade: o excesso no consumo de álcool não faz mal apenas para quem ingere, mas também para terceiros. Bebida não combina com direção e ainda motiva brigas em situações fúteis. Embriagado, o cidadão se torna mais valente, tem menos medo e age de maneira inconsequente. Isso ocorre tanto na direção de um veículo quanto em um bar, boate.
Só para citar um exemplo, um estudante universitário foi assassinado na porta de uma renomada boate em Goiânia. O atirador, que ainda está foragido, e seus amigos haviam consumido cerca de R$ 1,5 mil em bebidas alcoólicas no estabelecimento, e o grupo só estava indo embora, às 4 horas da manhã, porque a boate seria fechada. O jovem foi morto à queima-roupa, sem direito à defesa.
Por isso, defendo a restrição na venda de bebidas alcoólicas. É preciso que se tomem medidas mais duras para diminuir o número de homicídios não só em Goiânia, mas também em todo o Estado,. Principalmente no que tange ao horário de venda destes produtos aparentemente sociáveis. A sociedade já está cansada de ver seus jovens e adolescentes se matando todos os dias por causa de bebidas e drogas. Foram mais de 400 assassinatos na Capital só no ano passado. A maioria de jovens e ocorridos nas madrugadas de finais de semana.
O próprio secretário estadual de Segurança Pública, Ernesto Roller, em entrevista recente, defendeu a lei seca, principalmente nas regiões com altos índices de criminalidade. Concordo com o secretário. Em áreas mais problemáticas, mais fiscalização e restrição. Nas outras, pode-se diminuir o rigor, mas sempre com amparo legal.
Em algumas cidades goianas já funciona a lei seca, com comprovada redução dos índices de violência. No Distrito Federal também existe a proibição. Após determinado horário, que leva em conta o dia da semana, é proibido a venda de bebida alcoólica, sob pena de pagamento de multa pesada e até prisão do dono do estabelecimento comercial que estiver infringindo a lei.
O próprio Ministério Público já se manifestou em defesa da Operação Legalidade e da restrição ao horário de venda de bebidas alcoólicas. Se este é o caminho correto para preservar as vidas de nossos jovens, só o tempo dirá. Mas que é preciso fazer alguma coisa urgente, é preciso, porque, acima de tudo, o que está em jogo são vidas humanas, que, ceifadas, todos já conhecem a dor.