A estrela de Marconi Perillo
* Padre Ferreira deputado estadual e líder do PSDB na Assembléia Legislativa de Goiás.
A ascensão do senador Marconi Perillo (PSDB) à primeira vice-presidência do Senado mostra a força e o prestígio do ex-governador de Goiás no Congresso Nacional. Em apenas dois anos de mandato, Marconi galgou um dos postos mais importantes da Casa e terá a missão de ajudar a comandar as principais votações do Senado nos próximos dois anos, como as reformas tributária e política.
O destaque alcançado por Marconi é de fazer orgulhar políticos tanto de oposição quanto de situação no Estado. Por isso, no dia de sua posse (4 de fevereiro), ele tenha recebido tantos elogios. Até mesmo o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), rival histórico de Marconi, fez questão de cumprimentá-lo pelo feito, mostrando que Goiás é mais importante que disputas políticas.
E que destaque o tucano alcançou. Cabe ao vice-presidente substituir o presidente José Sarney (PMDB) em sua ausência. Sabe-se que o ex-presidente da República é atarefado e diversas votações do Senado serão conduzidas pelo primeiro-vice - prerrogativa que poderá ser usada pela oposição em votações de interesse do governo. No próprio dia da posse Marconi já conduziu sua primeira sessão.
E em 16 anos, é a primeira vez que um goiano ocupa lugar de destaque na Mesa Diretora do Senado. Marconi agora faz parte de pequeno grupo de políticos que tiveram cadeira cativa na Casa. Apenas cinco conseguiram tal façanha, sendo que somente Iram Saraiva (PMDB) e Pedro Ludovico Teixeira (no antigo MDB) chegaram à vaga de vice. Além deles, Henrique Santillo foi primeiro-secretário em 1983; Benedito Vicente Ferreira foi quarto-secretário, em 1973; e José Feliciano Pereira foi quarto-suplente, em 1970.
De imediato, Marconi anunciou que um de seus objetivos é colocar freio no excesso de medidas provisórias do governo federal. Isso é importante, pois o presidente Lula “esqueceu” que existe Congresso Nacional e legisla apenas com MPs. Os parlamentares praticamente não aprovam projeto algum de autoria deles, nem na Câmara e nem no Senado. Tenho certeza de que o senador marcará posição firme na defesa da democracia e nas prerrogativas do senado.
E não foi só a estrela de Marconi que brilhou na semana passada. Outros goianos também alcançaram postos de destaque no Congresso Nacional. O deputado Ronaldo Caiado foi conduzido ao cargo de líder do DEM na Câmara, ocupando a vaga de ninguém menos que de ACM Neto (BA). Jovair Arantes foi mantido na liderança do PTB e Sandro Mabel ganhou a disputa pela liderança do PR.
Sem falar que Demóstentes Torres (DEM) está a um passo de ser o novo titular da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O acordo entre os partidos já está pronto e falta apenas ser confirmado e respeitado pelos rivais. Comandar a CCJ é definir os rumos dos projetos na Casa, é determinar o que vai seguir tramitando ou não no Senado.
Fica ainda mais claro a força de Goiás no cenário político nacional. A ascensão dos goianos, capitaneada pelo senador Marconi, deixa claro que a política feita com honestidade, trabalho e seriedade apresenta resultados positivos. Nos próximos dois anos teremos enxurrada de boas notícias vindas do Congresso Nacional. Na mesma corrente, projetos e recursos para melhorar não só a vida dos goianos, mas bem como a de todos os brasileiros.
E unidos nossos políticos podem ser ainda mais fortes e representativos, como ocorreu no final do ano passado, quando deputados e senadores atuaram juntos e conseguiram R$ 399 milhões do Orçamento da União para investimentos no Estado a partir de 2009. Com a força de nossos parlamentares em Brasília eu não tenho que estes e outros recursos serão liberados rapidamente para o nosso Estado. Esse é o caminho para um bom trabalho no Congresso e trazer resultados de fato para Goiás.