Deputados discordam da ampliação de parcelas do seguro-desemprego
Projeto de lei que dobra o número de parcelas do seguro-desemprego, proposto pela deputada Luciana Genro (PSOL-RS) na Câmara Federal, não agrada os deputados estaduais Luis Cesar Bueno (PT) e Carlos Silva.
A propositura quer duplicar a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras de 15% para 30%.
Desta forma, o trabalhador demitido terá direito a seis parcelas do seguro-desemprego se tiver trabalho entre seis e 11 meses, a oito parcelas, se esse período for entre 12 e 23 meses, e a 10 parcelas caso tenha trabalhado mais tempo. Isso significa dobrar o número de parcelas em relação ao que o trabalhador recebe hoje.
Para Luis Cesar Bueno a proposta é uma medida paliativa para o cenário de crise financeira mundial, responsável pelo encolhimento do mercado de trabalho. O deputado acredita que o País deve se concentrar na aprovação da Reforma Tributária que propõe uma carga menor de tributos para pessoas físicas e jurídicas, e institui o imposto sobre grandes fortunas.
Com a Reforma Tributária, segundo explica o deputado, as empresas nacionais serão mais competitivas e a abertura de novos negócios será estimulada, resultando na geração de empregos.
O deputado da base aliada, Carlos Silva (PP), concorda com o colega da oposição, acrescentando que o Brasil precisa criar mecanismos de controle da inflação, redução de juros, "enfim, baixar o custo Brasil para aumentar a competitividade".
Carlos Silva considera a propositura da deputada gaúcha meramente populista. "No final, população é que acabará sacrificada com o aumento da contribuição dos bancos", disse.