Torcida organizada
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa, o deputado Mauro Rubem (PT) se junta a outros deputados que se posicionam contra a extinção das torcidas organizadas em Goiás.
A defesa dessa proposta, pelas polícias Militar e Civil, ganhou corpo a partir do assassinato de três torcedores do time do Vila Nova no último sábado, 7, cometido durante briga entre membros da torcida Força Jovem, ligada ao Goiás Esporte Clube, e da Esquadrão Vilanovense.
As duas corporações decidiram solicitar ao Ministério Público que envie ação à Justiça pedindo a proibição da existência dessas agremiações, como forma de coibir a violência das torcidas.
Para Mauro Rubem, essa iniciativa é simplista. Segundo ele, é preciso identificar as causas do envolvimento desses grupos no crime. “Precisamos pensar na implantação de uma cultura de segurança pública”.
Representante da Assembleia no Comitê da Copa do Mundo em Goiânia, o deputado Frederico Nascimento (DEM) acha que a solução não é extinguir as torcidas, mas sim fazer um trabalho de conscientização junto aos membros desses grupos. “O estádio é um local para a família curtir os jogos. O papel das torcidas é alegrar a festa e incentivar os times. Essa violência é inconcebível”, critica o democrata.
O tucano Fábio Sousa, presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), também é contra a extinção. “O que deve haver é uma cooperação dos integrantes com a Polícia para entregar os bandidos, os baderneiros, que são minoria. A maioria é torcedor de verdade”, afirma. O tucano sugere também o uso de câmeras de vídeo nos estádios para identificação de quem se envolver em brigas.