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Deputados divergem quanto a voto facultativo para deficientes

12 de Fevereiro de 2009 às 10:59

O senador Mozarildo Cavalcante (PTB-RR) acaba de apresentar uma proposta de emenda constitucional (PEC) sugerindo que pessoas portadoras de deficiência, que tenham dificuldade de locomoção, passem a ter direito de escolher se querem ou não votar nas eleições.

O deputado Fábio Sousa (PSDB), presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), diz que é favorável ao fim da obrigatoriedade não só para os deficientes, mas para todos os brasileiros. “Sou totalmente contra o voto obrigatório. Acho que o cidadão deve, sim, votar e escolher o melhor candidato. Mas numa democracia, ele tem direito inclusive de não ir lá votar”, resume.

Já o deputado Mauro Rubem (PT), vice-presidente da Comissão de Saúde, é contra a PEC de Mozarildo Cavalcante. Para o petista, a nova lei é ruim “tanto do ponto de vista da democracia, quanto dos deficientes. Seria uma forma de colocá-los no gueto. Primeiro, eles não precisariam votar. Depois, não precisariam ir à escola e assim por diante”, discorre.


Mauro afirma ainda que a luta deve ser para que essas pessoas tenham melhores condições de acessibilidade. “Todo brasileiro tem responsabilidade de decidir sobre o destino do País”, conclui o parlamentar petista.

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