Deputados divergem quanto à venda de ações da Celg
A decisão do Governo de Goiás em vender parte das ações da Celg, para sanar dívidas da companhia energética, continua provocando discussões. Para o deputado Carlos Silva (PP), a venda de 41% das ações da empresa ao BNDES, à Eletrobrás e a uma terceira empresa ainda não definida para o pagamento de R$ 1,2 bilhão de dívidas da empresa, foi uma saída vitoriosa.
“Graças ao poder e à eficiência de negociação do Governo do Estado, foi alcançado um final feliz, considerado o tamanho do problema. Caso a Celg continuasse no caminho em que estava, o resultado seria a falência da instituição”, considerou.
Já a deputada Mara Naves (PMDB) afirmou que tem acompanhado as negociações pelos jornais e manifestou o receio de que o Governo Federal queira interferir na empresa mais do que permite a sua quantidade de ações. “Apesar de saber que não havia outra alternativa, acredito que o Governo do Estado acabou por entregar a Celg ao Governo Federal”, analisou.
Carlos Silva também acredita que haverá interferência da União, mas que ela existirá “apenas para melhorar a situação da instituição”. O deputado ressaltou, ainda, que a possibilidade de reajuste da tarifa de energia afastará o perigo de falência da empresa, mas que é necessária a tomada de outras medidas, como uma reavaliação interna do sistema de gestão da empresa.